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Perdidas no espaço: as câmeras que ficaram na Lua há 50 anos

As duas câmeras Hasselblad que registraram a chegada do homem à Lua, há 50 anos, estão lá até hoje, assim como dez outros modelos da fabricante sueca

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Buzz Aldrin na Lua, em 20 de julho de 1969: a façanha virou narrativa para as grifes  (SSPL/Getty Images)

Buzz Aldrin na Lua, em 20 de julho de 1969: a façanha virou narrativa para as grifes (SSPL/Getty Images)

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Daniel Salles

Publicado em 15 de julho de 2019 às, 15h21.

O relógio marcava 22h56 de 16 de julho de 1969 quando Neil Armstrong esticou cuidadosamente o pé para tocar pela primeira vez o poroso solo lunar. Em seguida, eternizou sua façanha e a da missão Apollo 11 como “um pequeno passo para o homem, um grande passo para a humanidade”. Mas de que valeria a façanha de Armstrong, Michael Collins e Buzz Aldrin, o ápice do esforço dos Estados Unidos para deixar a União Soviética para trás na histórica corrida espacial, sem imagens comprovando o pouso na Lua?

Para registrar a conquista, duas câmaras Hasselblad foram tiradas do módulo lunar Eagle. Uma delas foi a câmera Hasselblad Data (HDC) equipada com uma lente grande-angular Zeiss Biogon 60mm ƒ/5,6 e um rolo de filme fotográfico com capacidade para 200 cliques, criado pela Kodak especialmente para a missão.

A segunda foi a câmera Hasselblad Electric (HEC) equipada com uma lente Zeiss Planar 80mm ƒ/2,8, usada para registrar o pouso de dentro do módulo lunar. A HDC foi projetada para suportar as condições extremas da superfície do satélite. Foi pintada de prata para ajudar na estabilização das imagens a temperaturas que variam de -65° C a 120° C. Atada ao peito de Armstrong, a HDC jamais havia sido testada no espaço.

Tiradas as fotografias, a câmera foi içada para dentro do módulo com a ajuda de uma linha. Os filmes usados nela e na outra foram retirados e todo o resto - as câmeras, as lentes e demais acessórios - foi atirado na superfície lunar para diminuir o peso do Eagle e aumentar as chances de um retorno bem-sucedido.

Os americanos, portanto, também foram os primeiros a jogar lixo na Lua. A prática se repetiu em outras cinco missões de pouso do programa Apollo, no qual os Estados Unidos investiram o equivalente a US$ 150 bilhões, em valores atualizados. Se por acaso passar na Lua, pode procurar por doze câmeras Hasselblad e suas respectivas lentes no chão.

As filmagens foram feitas com duas câmeras Maurer de 16mm, além de uma câmera de televisão a cores instalada no módulo Columbia e outra, preto e branco, afixada no Eagle. Estima-se que a façanha de Armstrong, Michael Collins e Buzz Aldrin foi assistida ao vivo pela televisão por cerca de 600 milhões de pessoas, muitas delas incrédulas até hoje. hasselblad.com

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