Nike rompeu com Neymar por ele não colaborar com investigação de assédio

"Wall Street Journal" revelou denúncia de funcionária, que teria sido assediada em 2016, e empresa confirma que há investigação aberta

A gigante americana Nike confirmou nesta quinta-feira (27) que rompeu o relacionamento com Neymar no ano passado porque o astro brasileiro se recusou a colaborar com uma investigação aberta sobre um possível assédio sexual do jogador contra uma funcionária da empresa.

"A Nike encerrou seu relacionamento com o atleta porque ele se recusou a cooperar em uma investigação de boa fé sobre alegações confiáveis de atos indevidos feitas por uma funcionária", afirmou a empresa, confirmando a informação dada pelo jornal The Wall Street Journal (WSJ). "A investigação não foi conclusiva", continuou a gigante de material esportivo.

"Não surgiu nenhum conjunto de fatos que nos permitiria fazer uma declaração substantiva sobre o assunto. Seria impróprio para a Nike fazer uma declaração acusatória sem ser capaz de fornecer fatos que a respaldem", afirmou.

"Neymar Jr. se defenderá contra esses ataques infundados caso alguma denúncia seja apresentada, o que não aconteceu até agora", respondeu a assessoria do jogador em comunicado, alegando que o astro do PSG e a Nike se separaram por motivos comerciais.

O término prematuro do patrocínio ocorreu em agosto de 2020 sem que nenhuma das partes divulgasse os motivos.

Neymar nega todas as acusações

No comunicado enviado à AFP, a Nike explicou que estava "profundamente preocupada com as acusações de agressão sexual feitas em 2018 por uma de suas funcionárias contra Neymar Jr".

Com base em documentos e relatos de testemunhas oculares, o WSJ informou que a funcionária disse a seus amigos, assim como a colegas, que Neymar tentou forçá-la a fazer sexo oral em 2016 enquanto ela estava em seu quarto de hotel em Nova York, onde trabalhava na coordenação e logística de um evento promocional com o jogador.

No comunicado, a Nike informou que estava pronta para investigar o incidente em 2018, quando a funcionária relatou o suposto assédio internamente, mas "respeitou o desejo inicial da funcionária de manter o assunto confidencial e evitar uma investigação".

A Nike explicou que, a pedido da mulher, não fez qualquer denúncia na justiça até 2019, quando a funcionária finalmente decidiu pela investigação do caso.

"Seguimos respeitando a confidencialidade da funcionária e também reconhecemos que esta tem sido uma experiência longa e difícil para ela", continuou a empresa.

Citando documentos e pessoas não identificadas, o WSJ relatou que a Nike contratou advogados do escritório Cooley LLP para começar uma investigação em 2019 e, enquanto isso, decidiu por não contar com Neymar em atividades de marketing.

A assessoria de Neymar disse ao WSJ que ambas as partes conversavam sobre o caso até 2019. "É muito estranho que um caso que supõe-se ocorreu em 2016, com acusações de uma funcionária da Nike, venha à tona apenas nesse momento", declarou ao jornal.

Em 2019, Neymar também foi acusado de estupro por outra mulher no Brasil. A acusação, que ele negou veementemente e acabou sendo retirada, abalou a imagem do astro.

O atacante de 29 anos anunciou um novo acordo de patrocínio com a Puma poucas semanas após o rompimento com a Nike.

A Nike patrocinou o atacante desde que ele era um prodígio de 13 anos.

No início deste mês, em meio a rumores sobre seu futuro esportivo, o atacante assinou uma prorrogação de seu contrato com o Paris Saint-Germain até o final da temporada 2024-2025.

  • Como a vida pós-vacina vai mudar a sua vida profissional? Assine a EXAME e entenda.

Obrigado por ler a EXAME! Que tal se tornar assinante?


Tenha acesso ilimitado ao melhor conteúdo de seu dia. Em poucos minutos, você cria sua conta e continua lendo esta matéria. Vamos lá?


Falta pouco para você liberar seu acesso.

exame digital

R$ 3,90/mês
  • R$ 9,90 após o terceiro mês.

  • Acesse quando e onde quiser.

  • Acesso ilimitado ao EXAME Invest, macroeconomia, mercados, carreira, empreendedorismo e tecnologia.
Assine

exame digital anual

R$ 99,00/ano
  • R$ 99,00 à vista ou em até 12 vezes. (R$ 8,25 ao mês)

  • Acesse quando e onde quiser.

  • Acesso ilimitado ao EXAME Invest, macroeconomia, mercados, carreira, empreendedorismo e tecnologia.
Assine

Já é assinante? Entre aqui.

Veja também