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Lewis Hamilton sobre compra do Chelsea: "Alinhado com os meus valores"

Piloto da Mercedes se junta a tenista Serena Williams e ao magnata Sir Martin Broughton para tentar adquirir o clube londrino

 (Hamad I Mohammed/Reuters)

(Hamad I Mohammed/Reuters)

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Agência O Globo

22 de abril de 2022, 10h03

O piloto de Fórmula 1, Lewis Hamilton admitiu nesta sexta-feira seu interesse em comprar o Chelsea. A ação seria realizada em conjunto com a tenista Serena Williams, onde ambos se comprometeriam a investir 10 milhões de libras (cerca de R$ 60 milhões), cada um.

Em entrevista realizada antes do treino livre desta sexta-feira, para o GP da Emilia-Romagna, o britânico tratou a situação como uma "grande oportunidade".

"Sou um fã de futebol desde criança. Joguei no time da escola todo ano na infância e fui a vários jogos. Quando era jovem, eu queria me encaixar e as crianças torciam para diferentes times. Lembro de trocar várias vezes e minha irmã me socou e disse que tinha que torcer para o Arsenal, então virei torcedor. Mas meu tio Terry é fanático pelo Chelsea e eu fui a muitos jogos entre Arsenal e Chelsea com ele", revelou Hamilton.

O heptacampeão mundial de Fórmula 1, enquanto investidor, não teria voz para interferir em decisões referentes ao futebol. Declaradamente torcedor do Arsenal, Lewis destacou que não seria um problema comprar um rival, mesmo após o rival Max Verstappen brincar com a situação.

"Chelsea é um dos maiores times do mundo. Quando eu ouvi sobre a possibilidade, eu fiquei tipo 'wow, isso é uma grande chance de fazer parte de algo grandioso'. Sir Martin conversou comigo no telefone e explicou os objetivos para a equipe caso ele vença a disputa, foi incrivelmente empolgante e completamente alinhado com os meus valores".

Hamilton e Serena se juntariam como investidores na oferta do empresário Martin Broughton, ex-presidente da companhia aérea British Airways.

O clube inglês está à venda sob administração do banco comercial americano Raine Group, em nome de Roman Abramovich.

O oligarca russo vem sofrendo sanções desde a invasão da Rússia à Ucrânia e, por este motivo, colocou o time de Stamford Bridge em leilão.

O piloto ainda comentou sua relação com a tenista, dona de 23 títulos de Grand Slam, e revelou que os dois estiveram constantemente em contato para tratar o assunto.

"É uma atleta e uma mulher fenomenal. Conversamos sobre isso e ela me perguntou o que eu pensava, e respondi que eu estaria envolvido. Ela ficou feliz em se juntar a nós".

Hamilton é um dos investidores do consórcio de Sir Martin Broughton, magnata britânico que tem passagens pela presidência da maior companhia aérea do país e comandou a venda do Liverpool, que tem apoio de uma multinacional de investimentos.

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