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Corredoras do Brunei e Catar: orgulho por estreia feminina

O outro país que incluiu pela primeira vez mulheres na equipe olímpica é a Arábia Saudita

Olimpíadas de Londres 2012: A velocista catariana confirmou que continuará competindo depois dos Jogos (London 2012/Divulgação)

Olimpíadas de Londres 2012: A velocista catariana confirmou que continuará competindo depois dos Jogos (London 2012/Divulgação)

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Da Redação

3 de abril de 2019, 18h28

Londres — As corredoras Noor Hussain al-Malki, do Catar, e Maziah Mahusin, de Brunei, demonstraram nesta segunda-feira seu orgulho em serem as primeiras mulheres de seus respectivos países a competir em um Jogos Olímpicos.

Malki, que correrá os 100 metros e é uma das quatro mulheres na equipe olímpica catariana, reconheceu que se surpreendeu quando lhe comunicaram que iria competir em Londres, mas a surpresa se transformou em orgulho por poder representar seu país, sua cultura e sua família: ''o principal é poder melhorar minha marca pessoal e que meu país e minha gente sintam orgulho de mim''.

''Estou muito, muito animada e não consigo expressar com palavras o que significa essa grande oportunidade. Se puder encorajar outras mulheres do meu país a praticar esporte, ficarei muito feliz'', disse Malki ao serviço de informação dos Jogos.

A velocista catariana, que pesa 43 quilos, mede 1,55m e aparenta menos dos 17 anos que tem, confirmou que continuará competindo depois dos Jogos Olímpícos com o sonho de seguir representando o Catar em provas de maior nível.

Maziah Mahusin, inscrita nos 400 metros, é a primeira e única mulher de Brunei nos Jogos e foi a porta-bandeira na cerimônia de abrtura. Também a surpreendeu que a escolhessem para ir a Londres. ''No início não conseguia acreditar, estou muito orgulhosa de mim mesma'', disse.

''A mulheres em Brunei me dizem que as inspiro, recebo muitas mensagens em que me dizem que desejam ser como eu um dia, muitas me perguntam pelo Facebook como podem começar a praticar atletismo no país'', contou.

Mahusin comentou que, com seus 19 anos, ainda tem uma carreira muito longa pela frente. ''Estou ainda muito longe de fazer parte da elite do atletismo, só treino há quatro anos, mas espero alcançar um nível bom para as Olimpíadas do Rio''.

O outro país que incluiu pela primeira vez mulheres na equipe olímpica é a Arábia Saudita.