Bvlgari abre loja em São Paulo e se prepara para briga com a Tiffany

CEO conta como se prepara para enfrentar a marca rival americana dentro da própria casa

Quanto vale um diamante? No atual cenário de pandemia, mais do que nunca. O conglomerado de luxo LVMH, que detém mais de 70 marcas em setores tão diversos quanto moda, hotelaria e bebidas, sofreu uma queda global de 30% nas vendas nos três primeiros trimestres de 2020 em relação ao mesmo período do ano anterior. O grupo não divulga os resultados por segmentos. Mas sabe-se que o tombo teria sido maior se não fosse os bons resultados do setor de relógios e joalheria, representados no LVMH pelas marcas Bvulgari, Chaumet e TAG Heuer.

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Quem afirma é o próprio CEO global da Bvlgari, Jean Christophe-Babin, em entrevista exclusiva à EXAME. “A pandemia não alterou a relação que temos com as joias, algo que faz parte da experiência humana. Veja, elas foram e sempre serão o ideal máximo do que entendemos por luxo há mais de 2 000 anos. Estão associadas a preços altos, mas também às mudanças na vida, como os noivados, casamentos e aniversários. Esse é o único segmento de luxo em que você tem a certeza de que terá as peças para sempre”, afirma.

O mercado de alta joalheria ficará ainda mais interessante em 2021 – especialmente dentro do conglomerado. A compra da icônica marca americana Tiffany pelo LVMH foi finalmente concluída. A competição dentro do mesmo conglomerado entre Tiffany e Bvulgari é comparada por Babin como uma disputa entre dois corredores de Fórmula 1 dentro de uma mesma escuderia. Ambos querem vencer – mas juntos serão mais fortes na negociação de ouro e pedras preciosas no mercado.

A estratégia de crescimento da Bvulgari vai focar no e-commerce e em mercados emergentes, como o Brasil, onde a marca acaba de abrir uma pop-up store no shopping Iguatemi, em São Paulo. O movimento nas lojas de aeroportos deve demorar para engrenar novamente. Na China, o apetite dos consumidores não diminuiu com a pandemia. E na Europa, nos últimos anos, o mercado de luxo tem se voltado cada vez mais para experiências e menos para o consumo. “Um ponto importante é que, depois de tantos meses, as pessoas estão se vingando nas compras, porque nunca houve tanto dinheiro acumulado”, afirma um otimista Babin.

Veja a entrevista completa com o CEO da Bvlgari aqui

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