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Entidade pede que COI retire medalha de atleta iraniano

Javad Foroughi é o primeiro de seu país a conquistar medalha de ouro no tiro esportivo com pistola de ar, mas pode perder o título inédito

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Javad Foroughi: atleta ganhou medalha de ouro no tiro esportivo.  (Kevin C. Cox/Getty Images)

Javad Foroughi: atleta ganhou medalha de ouro no tiro esportivo. (Kevin C. Cox/Getty Images)

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Matheus Doliveira

Publicado em 30 de julho de 2021 às, 13h56.

Última atualização em 30 de julho de 2021 às, 14h50.

Aos 41 anos, Javad Foroughi é o atleta mais velho da delegação iraniana na Olimpíada de Tóquio e é também o primeiro do país a conquistar uma medalha de ouro no tiro esportivo com pistola de ar.

Ele serviu como enfermeiro na Síria entre 2013 e 2015 e diz ter aprendido a atirar por acaso nas pausas de seus plantões.

Quando subiu ao pódio, Foroughi fez uma saudação militar, o suficiente para que sua suposta participação na Guarda Revolucionária Islâmica, grupo classificado como entidade terrorista pelos Estados Unidos, viesse à tona. 

Agora, o grupo iraniano em prol dos direitos humanos "Unidos por Navid" está pedindo ao Comitê Olímpico Internacional (COI) que a medalha de Foroughi seja retirada e que sua participação nos Jogos de Tóquio seja investigada. 

O "Unidos por Navid" foi criado depois da execução do lutador iraniano Navid Afkari após o atleta protestar contra Estado iraniano. A entidade está acusando o COI de ser “cúmplice na promoção do terrorismo e de crimes contra a humanidade” ao dar a medalha a Foroughi.

O grupo, capitaneado pela ativista Masih Alinejad, é majoritariamente composto por atletas que defendem que tanto o COI quando a Fifa (Federação Internacional de Futebol) proíbam delegações iranianas em torneios oficiais. 

O COI ainda não se posicionou, mas o atirador coreano Jin Jong-oh criticou o comitê por permitir que um membro da Guarda Revolucionária Islâmica competisse. “Como um terrorista pode ganhar o primeiro lugar? Isso é a coisa mais absurda e ridícula", reclamou. 

A Guarda Revolucionária Islâmica é um exército paralelo que conta mais de 125 mil homens. Em março de 2020, o governo do então presidente Donald Trump abateu o maior líder da história da organização, o major-general Qasem Soleimani. 

Na competição que lhe rendeu a medalha de ouro, Foroughi disparou 24 tiros: 18 deles levaram 10 pontos. Os outros 6, mais de 9 pontos. 

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