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Se acompanhasse inflação, 'cesta de Natal' das empresas deveria ser de R$ 335

Pesquisa da Ticket mostrou que 76% dos trabalhadores esperam receber benefícios para alimentação de final de ano, mas apenas 35% das empresas dizem que irão oferecer algum tipo de subsídio aos funcionários

Ceia de Natal: 47% dos trabalhadores vão mudar cardápio para economizar (AlexRaths/Getty Images)

Ceia de Natal: 47% dos trabalhadores vão mudar cardápio para economizar (AlexRaths/Getty Images)

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Luciana Lima

28 de novembro de 2022, 13h59

Em tempos de inflação em alta, muitos trabalhadores estão ansiosos pelos benefícios que as empresas costumam conceder no final do ano para reforçar a ceia de Natal, como cestas, kits com peru ou mesmo auxílio financeiro.

Não à toa, 76% dos empregados têm expectativa de receber algum subsídio das empresas em que trabalham para as festas de fim de ano. Por outro lado, apenas 35% das empresas afirmaram ter a intenção de conceder o benefício.

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Pelo menos é isso que aponta uma pesquisa realizada pela Ticket, empresa de benefícios que pertence ao Grupo Edenred, que ouviu cerca de 1.700 trabalhadores e 75 empresas.

O levantamento também apontou que, para 54% dos profissionais, os valores justos para suprir o gasto com alimentos na época natalina são a partir de R$ 300. Outros 47% afirmam que vão mudar o cardápio da ceia este ano para deixá-lo mais barato.

A atitude reflete a alta de preços que vem pressionando o bolso dos trabalhadores durante todo o ano. Até novembro, o preço de alimentos e bebidas havia subido 11,59% no acumulado de doze meses.

O preço sugerido pelos entrevistados está em linha com os dados da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), que apontou que, no ano passado, o preço médio de uma cesta de Natal foi de R$309,86.

Porém, se corrigido de acordo com o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), em 2022, o valor investido pelas empresas deveria ser de R$335,92 por cesta.

“Os subsídios para a alimentação no fim de ano são um dos incentivos mais valorizados pelos funcionários, pois ajudam na composição das ceias. Por isso, é importante que as empresas se atentem ao aumento nos preços dos alimentos antes de definirem o valor do benefício que proporcionarão aos funcionários”, diz Felipe Gomes, Diretor-Geral da Ticket.

Festa da 'firma'

A tradicional festa de confraternização de fim de ano, que ficou suspensa durante os anos de pandemia, também vai retornar. De acordo com a pesquisa, 68% das empresas pretendem fazer reuniões presenciais em 2022.

Do lado dos trabalhadores, o levantamento revelou que 52% estão com as expectativas mais altas este ano para as comemorações corporativas, pois serão presenciais pela primeira vez desde 2019.

Quando questionados como organizariam as ações de fim de ano na empresa em que trabalham, caso tivessem o poder de escolha, 35% dos trabalhadores disseram que fariam uma festa presencial, 32% optariam por um cartão pré-pago para uso nas celebrações, enquanto 25% escolheriam receber uma cesta digital de alimentação.

De acordo com Gomes, da Ticket, tanto para concessão de benefícios quanto para a realização da festa de confraternização, vale a boa prática de ouvir os funcionários antes de implementar as ações.

“É importante que as empresas se atentem às preferências dos funcionários porque os incentivos estão bastante ligados à motivação dos profissionais”, finaliza Gomes.

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