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Quatro tendências de bem-estar para 2023

De acordo com o Gympass, plataforma de saúde e bem-estar, algumas tendências como o maior uso tecnologia, além de atividades em grupo e microtreinos estarão em alta para o próximo ano

Ioga: segundo o Gympass, depois da pandemia, atividades em grupos estão recuperando popularidade (FatCamera/Getty Images)

Ioga: segundo o Gympass, depois da pandemia, atividades em grupos estão recuperando popularidade (FatCamera/Getty Images)

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Luciana Lima

29 de dezembro de 2022, 12h36

O ano de 2022 ficou marcado como o período em que a Síndrome de Burnout passou a ser classificada como uma doença ocupacional, ou seja, causada por "estresse crônico de trabalho que não foi administrado com sucesso”, nas próprias palavras da Organização Mundial da Saúde (OMS). 

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Para alterar a classificação de doenças, a OMS leva em consideração estatísticas e tendências sobre saúde. E não à toa, o entendimento sobre a doença mudou. Isso porque, após dois anos de pandemia, lidando com questões como retorno ao presencial e equipes mais enxutas, o Burnout é um problema que afeta um número cada vez maior de pessoas.

De acordo com um levantamento da Betterfly, 54% dos trabalhadores relatam sentir exaustão e outros 50% afirmam sobrecarga de trabalho. Outros 40% dos profissionais querem pedir demissão do seu emprego atual.

Diante disso, o bem-estar tem se tornado tão importante quanto o salário para os funcionários. Segundo o relatório Panorama do bem-estar corporativo 2022, realizado pelo Gympass, 77% dos trabalhadores afirmam que pensariam em deixar uma empresa que não prioriza o bem-estar. O patamar é bem próximo daqueles que citam a remuneração como motivo para demissão (83%).

A pesquisa, que foi realizada em nove países em que o Gympass atua (incluindo Brasil, Estados Unidos e Reino Unido), com mais de 9 mil respondentes, mostrou como a população de cada nação está lidando com o tema.

A relação entre bem-estar físico e mental dos profissional com os negócios é óbvia. Profissionais exaustos são menos produtivos e mais propensos a cometer erros. Além  do fato de que uma mão de obra adoecida também significa um custo extra com seguro saúde.

Por tudo isso, o conceito de work-life wellness também será um dos grandes temas sobre os quais empresas mundo afora concentrarão seus esforços.

De acordo com o Gympass, plataforma de saúde e bem-estar, algumas tendências dentro desse campo devem se destacar, como o maior uso tecnologia, além de atividades em grupo.

A pedido de EXAME, o Gympass apontou quatro tendências de bem-estar para 2023. Confira:

1. A tecnologia impulsiona as tendências de bem-estar

As tecnologias vestíveis (wearable devices) que rastreiam a atividade física, sono, calorias queimadas, níveis de estresse e muito mais estão explodindo em popularidade.

Os empregadores estão vendo enormes benefícios em oferecer estes dispositivos tecnológicos para os funcionários.

Pense neles como programas de bem-estar viáveis que ajudam a manter a hipertensão, colesterol alto, diabetes e obesidade sob controle, monitorando os níveis de atividade dos funcionários, o ritmo cardíaco e a pressão arterial.

2. Depois do micro-learning, os microtreinos

Como mostra o relatório do Panorama do bem-estar corporativo 2022, há uma lacuna entre a demanda por serviços de saúde mental e sua disponibilidade atual. As aplicações de condicionamento físico e meditação são como “personal trainers” para o corpo e a mente.

Uma meditação de 10 minutos pode melhorar o foco ao mesmo tempo em que reduz o estresse. E intervalos de movimento — microtreinos que duram apenas alguns minutos — podem ajudar os funcionários a obter o impulso de endorfina que aumenta seu humor várias vezes ao longo do dia de trabalho, se os empregadores exercerem uma forte influência, fornecendo acesso a estas aplicações.

3. A atividade física em grupo está de volta

Segundo o Gympass, atividades como Pole Fitness, Pilates, a ioga aérea, o arco aéreo, além das velhas conhecidas — Zumba, CrossFit e Spin — estão todos recuperando sua popularidade na plataforma.

Os praticantes, muitas vezes, se esforçam mais quando trabalham em grupo. As aulas de ginástica também são uma ótima maneira de conhecer pessoas e socializar.

4. Refeições à base de plantas estão invadindo os canais convencionais

Depois da pandemia, muitas pessoas estão repensando seus hábitos e se preocupando mais com a saúde, além do impacto do ser humano no meio ambiente. Uma pesquisa da Mintel apontou que, no Reino Unido, por exemplo, 25% dos jovens da geração Y dizem que a pandemia tornou a dieta vegana mais atraente.

Mas, muitas pessoas estão se dando conta de que não precisam necessariamente se tornar vegetarianas ou veganas para colherem os benefícios — para si mesmas e para o meio ambiente — de uma dieta à base de plantas.

Muitos estão adaptando a "Dieta Vegetal 5-2" — cinco dias por semana apenas de alimentos vegetais e dois dias de refeições com produtos animais. Os benefícios desse tipo de alimentação incluem perda de peso e menor risco de doenças cardíacas, diabetes tipo 2 e certos tipos de cânceres.

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