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Malgrado e mau grado: como usar

Diogo Arrais, do Damásio Educacional, explica qual a diferença entre as duas palavras; confira

O estranho  mundo  da seleção (Ilustração: Marceleza)

O estranho mundo da seleção (Ilustração: Marceleza)

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Da Redação

Publicado em 1 de abril de 2014 às 12h00.

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Resposta de Diogo Arrais, professor do Damásio Educacional *

Há muito tempo, sabe-se que “mal” é o oposto de “bem” e que “mau” é o oposto de “bom”. Em concursos públicos, hoje, uma palavrazinha tem trazido dores de cabeça aos candidatos: “malgrado”.

O termo “malgrado” deve ser utilizado como equivalente de não obstante, conquanto, apesar de, a despeito de (ideia concessiva, contrária, de oposição). Vejamos algumas clássicas construções:

"Malgrado várias derrotas, o camarada consegui a sonhada aprovação".

"Malgrado a confusão, o chefe conseguiu paz na equipe".

"Já não era o mesmo jogador, malgrado a idade".

Por um outro lado, nota-se também a existência da expressão “mau grado”, quando se quer dizer “contra a vontade”, “a contragosto”:

Mau grado meu, ela me acompanhou naquele dia.

O amigo aceitou de mau grado o reinício da conversa, já que se encontrava em um péssimo dia.

Sendo assim, procure não esquecer o valor concessivo, oposto do termo “malgrado” e resolva de bom grado as prováveis questões, nos principais concursos públicos.

Um abraço, até a próxima e siga-me pelo Twitter!

Diogo Arrais é professor de língua portuguesa do Damásio Educacional e autor gramatical pela Editora Saraiva. 
 

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