Insegurança: vilã ou aliada do desempenho? (ra2studio/Getty Images)
Estagiária
Publicado em 4 de maio de 2026 às 10h30.
Até que ponto a insegurança pode ser saudável para o ambiente de trabalho? Para Andréa Krug, psicóloga formada pela Universidade Federal do Rio de Janeiro e especialista de RH, um pouco de medo é um bom sinal, mas quando a insegurança domina revela um despreparo.
Sentimentos como medo e insegurança fazem parte da experiência humana, no entanto, o ato de coragem é saber como usá-los para se desenvolver. Segundo a especialista, líderes inseguros têm a tendência de microgerenciar tarefas, tornando-se um executor de alto cargo, ao invés de delegar e inspirar seus liderados para que entreguem uma performance melhor.
Sentir medo, ao contrário do que muitos acreditam, não é um sinal ruim, é um sentimento que deixa em alerta. No ambiente de trabalho, principalmente em cargos de liderança, o medo revela que há muito em a perder e que por isso é necessário estar preparado para diferentes cenários.
“Esse medo é o que protege no sentido de que é preciso um preparo, e humildade para reconhecer que somos constantes aprendizes, sempre vai ter alguma coisa para aprender.” afirma a especialista.
Sendo assim, é preciso saber usar esse sentimento a favor do desenvolvimento pessoal e profissional.
Use a insegurança como ferramenta de evolução profissional. Inscreva-se gratuitamente na masterclass com Roberto SalloutiPara que sentimentos como medo e insegurança não se tornem paralisantes, ou transforme líderes em microgerenciadores, é necessário reconhecer a raiz desses sentimentos e usá-los para agir com consciência de possíveis riscos.
A coragem começa em admitir. Em vez de esconder a insegurança sob uma “armadura”, o primeiro passo é identificar o que causa o desconforto. Ao admitir para si mesmo (ou para a equipe) que um projeto gera "frio na barriga", você retira o peso da vergonha e abre espaço para a solução real.
Já que o medo é um sinalizador, use esse sentimento como um incentivo para melhorar. Transforme essa preocupação em uma lista de ações, o medo de uma apresentação, por exemplo, deve ser convertido em pesquisas e ensaios.
O microgerenciamento, citado por Krug, é o medo e uma tentativa de evitar o erro. Para crescer, o líder precisa trocar o controle pela confiança. Aceitar que você não tem todas as respostas permite que você delegue com eficácia e use a inteligência coletiva da equipe, em vez de se sobrecarregar tentando ser infalível.
A humildade protege o profissional da arrogância. Quando cada desafio é encarado como uma oportunidade de aprendizado, o medo de errar diminui, pois o foco deixa de ser "parecer perfeito" e passa a ser "tornar-se melhor". É a transição da necessidade de ter razão para a curiosidade de aprender.
O jogo profissional é o lugar onde nos expomos ao risco. O passo final é a ação: mesmo com insegurança, é preciso dar o passo à frente. Entender que o desconforto é o sinal de que está saindo da estagnação e entrando em sua zona de desenvolvimento.
Diante dos desafios descritos por especialistas como Andrea Krug, o desenvolvimento da liderança passa, cada vez mais, pela capacidade de lidar com a insegurança de forma produtiva.
É nesse contexto que iniciativas de formação ganham relevância. A masterclass gratuita promovida pelo Na Prática, com Roberto Sallouti — CEO do BTG Pactual —, propõe uma reflexão direta sobre tomada de decisão, gestão de riscos e preparo em cenários de alta pressão, temas diretamente conectados ao uso inteligente do medo no ambiente profissional.
Ao longo da masterclass, Sallouti compartilha experiências práticas de liderança em um dos maiores bancos da América Latina, abordando como executivos lidam com incertezas reais e transformam esse desconforto em estratégia.
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