Business person engages in networking, building valuable connections. Effective people networking strategies to broaden professional network and opportunities UUID (NanoStockk/Getty Images)
Redação Exame
Publicado em 21 de agosto de 2026 às 15h19.
Três levantamentos recentes convergem para o mesmo retrato: a geração Z brasileira sabe o que quer da carreira, mas esbarra em barreiras que as gerações anteriores não enfrentavam na mesma proporção.
Mais da metade dos jovens brasileiros avalia o mercado de trabalho como pouco ou nada favorável, segundo pesquisa da consultoria MindMiners. O estudo revela que 59% dos integrantes da geração Z, entre 18 e 28 anos, consideram o cenário atual fechado e desafiador para quem busca oportunidades profissionais.
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Salário ainda lidera as prioridades de quem está entrando no mercado. O fator mais decisivo para a escolha de uma carreira é o salário e a estabilidade financeira, apontado por 70% dos jovens como prioridade, segundo levantamento do Infojobs.
Mas o dinheiro não vem sozinho. Equilíbrio entre vida pessoal e profissional aparece logo em seguida, citado por 49,4% dos jovens, e oportunidades de crescimento fecham o pódio, com 48,2%.
Ainda segundo o Infojobs, a geração Z prioriza se sentir bem em relação às próprias escolhas profissionais. Não basta salário competitivo: o alinhamento entre trabalho e propósito pesa cada vez mais na decisão.
Enquanto o salário é um problema estrutural do mercado, a falta de rede de contatos é um gargalo que pode ser trabalhado ainda na universidade. Segundo a MindMiners, esse é o obstáculo que mais separa a geração Z das gerações anteriores à entrada no mercado: mesmo jovens qualificados encontram dificuldade para acessar boas oportunidades, num cenário de baixa previsibilidade de renda e alta concorrência por vaga.
É aqui que projetos práticos, estágios e experiências de liderança fora da sala de aula ganham peso: constroem justamente a rede que falta a um terço dos jovens no primeiro emprego. Tecnologia aparece como o setor mais promissor na avaliação dos entrevistados, com 41% considerando a área a de melhores oportunidades, seguida da economia criativa, que atrai 28% dos jovens interessados em games, conteúdo e design.
A vontade de liderar não desapareceu, mas o prazo mudou. Pesquisa do Instituto da Oportunidade Social mostra que 64% dos jovens entrevistados querem sim ter cargo de liderança em seus trabalhos, e 40% desejam empreender.
O detalhe é que a maioria não espera chegar lá de imediato: entende a liderança como um caminho de médio prazo, construído com aprendizado e experiência acumulada.
O padrão se confirma em escala global. Levantamento da Deloitte com mais de 22.500 jovens de 44 países mostra que essas gerações buscam progresso em seus próprios termos, priorizando estabilidade, desenvolvimento de habilidades e bem-estar antes da ambição por cargos.
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Apenas 25% da geração Z prefere uma progressão acelerada na carreira, marcada por promoções rápidas; a maioria opta por um crescimento mais gradual ou aceita movimentos laterais para construir experiência sólida no longo prazo.
O Na Prática nasceu como uma plataforma educacional criada para impulsionar a carreira de jovens, do estágio à liderança, complementando o ensino universitário com uma formação voltada para o mercado de trabalho.
Pensando nesse propósito, a instituição criou o Prêmio Na Prática Protagonismo Universitário. Com cinco ganhadores, um de cada estado, ele é o primeiro reconhecimento nacional com recorte regional focado exclusivamente em estudantes de alto desempenho prático e acadêmico.