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Benzema, ganhador do Bola de Ouro de 2022: o que isso diz sobre carreiras longevas

Com uma carreira marcada pelo talento e polêmicas, a trajetória do atacante do Real Madrid pode inspirar muitos profissionais também fora do campo

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Karim Benzema: favorito para a Bola de Ouro (Soccrates Images/Getty Images)

Karim Benzema: favorito para a Bola de Ouro (Soccrates Images/Getty Images)

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Luciana Lima

Publicado em 18 de outubro de 2022 às, 20h05.

Última atualização em 19 de outubro de 2022 às, 18h29.

Ontem, 17, o jogador francês Karim Benzema confirmou o favoritismo e foi eleito o melhor jogador do mundo no prêmio Bola de Ouro 2022.

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Quantas Bolas de Ouro tem o Benzema?

Essa é a primeira vez que o atacante do Real Madrid é eleito na premiação.

No clube espanhol desde 2009, Benzema viveu uma carreira às sombras das estrelas do time, como Cristiano Ronaldo. Tanto é que, antes de vencer este ano, o mais próximo que o jogador havia conseguido chegar tinha sido uma 4ª colocação, no ranking dos 30 melhores, no ano passado.

Mas, o bom desempenho na temporada atual, com uma média de 44 gols em 46 partidas, além de protagonismo nas vitórias do Real Madrid nas últimas edições de campeonatos importantes como La Liga e Champions League colocaram Benzema nos holofotes.

A reviravolta não é o único episódio da carreira de Benzema, marcada por um brilhantismo e polêmicas. Pensando nisso, EXAME pediu para Yuri Trafane, CEO da Ynner, consultoria representante da Gallup no Brasil, destacar o que podemos aprender com a trajetória do francês.

Veja, a seguir, cinco lições de carreira de Karim Benzema, vencedor do Bola de Ouro 2022.

1 - Longevidade

Perto de completar 35 anos, o jogador foi o segundo vencedor mais velho da história da premiação organizada pela revista francesa France Football. Benzema ficou atrás somente do inglês Stanley Matthews, que levou para a casa a primeira Bola de Ouro, em 1956, aos 41 anos.

Para Trafane, o exemplo de Benzema deixa claro não só para outros times, como também para empresas, a importância de valorizar profissionais experientes. “Se por um lado, com a idade perde-se um pouco da potência da juventude, por outro ganha-se experiência. E isso pode ser algo até mais importante para em algumas situações”, diz.

2. Persistência — mesmo quando o foco não está em você

Contratado pelo Real Madrid em 2009, ao lado de Kaká e Cristiano Ronaldo, Benzema assumiu o protagonismo quando Cr7 deixou o time para ir para a Juventus, em meados de 2019.

Mas, mesmo nos bastidores, Benzema vinha trilhando um caminho de sucesso no time espanhol, acumulando gols e assistências. Tanto é que, hoje, o jogador é o segundo maior artilheiro do Real Madrid, com 328 gols — apenas atrás de Cristiano Ronaldo, que reina com 450. O trabalho árduo nas sombras foi coroado com a Bola de Ouro na última segunda.

“A lição que fica é que, apesar de ficar em segundo plano algumas vezes, é preciso continuar a se desenvolver. Sempre vai existir a possibilidade de ter alguém no seu time melhor que você. A qualidade do outro, se bem explorada, pode trazer benefícios, assim como para Benzema, que foi campeão ao lado de Cristiano Ronaldo várias vezes”, diz Trafane.

3. Importância da autoconfiança, apesar dos excessos

Revelado pelo Lyon, após uma breve passagem pelo Sporting Club de Bron Terraillon, um time pequeno nos arredodres da cidade de Lyon, onde iniciou a carreira, Benzema ascendeu ao time profissional bem cedo, com apenas 17 anos.

Mesmo assim, o jovem já se mostrava bastante decidido. Prova disso foi a forma como se apresentou para os colegas mais experientes. “Eu cheguei aqui para tomar o lugar dos atacantes que estão aqui”, teria dito Benzema, de acordo com uma entrevista do ex-zagueiro do Lyon, Cláudio Caçapa, ao site da ESPN. “Isso demonstra clareza de objetivo. Além de um toque de ousadia e autoconfiança”, diz Trafane.

“Isso tem muito a ver com conceitos como a mentalidade de crescimento, da autora Carol Dweck: acreditar que você pode chegar lá e continuar persistindo”, completa.

A autoconfiança de Benzema, entretanto, já causou problemas. Em 2020, uma resposta do jogador causou polêmica. Ao ser comparado com o colega francês Giroud, Benzema respondeu: “Não se confunde a Fórmula 1 com uma corrida de Kart”. “Às vezes ele passa do limite”, alerta Trafane.

4. Pessoas brilhantes às vezes são difíceis

Mas a rusga com Giroud não foi a única polêmica da carreira de Benzema. Antes disso, em 2015, o jogador se viu envolvido em um escândalo ao ser acusado de chantagear o colega de seleção, Mathieu Valbuena.

O caso custou a Benzema seis anos sem ser convocado para a seleção da França, além de uma condenação, com pena que previa a prisão, mas posteriormente foi transformada em multa.

Para Trafane, isso mostra algo que tende a ser uma verdade fora do campo também: pessoas brilhantes costumam ser difíceis de lidar. “É raro encontrar um Messi da vida: legal, bonzinho, que não cria problemas. O exemplo de Benzema é algo que vejo muito no mundo corporativo, de que pessoas geniais geralmente são as que mais desafiam, que são as mais intensas e teimosas”, diz.

“Isso, claro, tem limite. Fora isso, exige dos líderes mais habilidade, uma vez que eles muitas vezes vão causar conflitos mediados por esses perfis. Nessas horas, é preciso ter um ‘técnico bom de vestiário’, ou seja, que cria um clima de confiança e de diálogo. E que, muitas vezes, consegue administrar o ego de duas ou mais ‘estrelas’”, completa.

5. Importância da diversidade

Sexto de nove irmãos, Benzema cresceu no bairro de Bron Terraillon, subúrbio da cidade de Lyon, em que um terço da população é imigrante. O jogador é ele próprio descendente de argelinos, um dos grupos de imigrantes mais representativos na França.

“Os últimos dois franceses premiados com a Bola de Ouro são de origem argelina (antes de Benzema, Zinédine Zidane foi o último francês a conquistar o título). Isso mostra que a diversidade não é um favor. Ou seja, não é importante apenas do ponto de vista de direitos humanos, mas traz eficiência, inovação e, no final, mais sucesso para empresas — e clubes”, finaliza Trafane.

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