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56% das mulheres foram demitidas ou conhecem quem foi desligada após licença-maternidade

Pesquisa do portal Empregos.com.br também apontou que quatro em cada dez mulheres relatam que já foram discriminadas em um processo seletivo ao contarem sobre a maternidade

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Maria Ponomariova/Getty Images (Maria Ponomariova/Getty Images)

Maria Ponomariova/Getty Images (Maria Ponomariova/Getty Images)

Ontem, domingo, foi comemorado o Dia das Mães. Porém, no mundo do trabalho, elas têm pouco a celebrar.

De acordo com um estudo realizado pelo portal Empregos.com.br, que ouviu 273 mães entre 18 e 45 anos, mais da metade das mulheres (56,4%) já foi demitida ou conhece outra mulher que foi desligada após voltar da licença-maternidade.

Apesar da mão de obra feminina representar mais de 54% da força de trabalho, segundo o IBGE, a maternidade continua sendo uma escolha quase antagônica à vida profissional.

Quatro em cada dez mães sofreram preconceito em entrevistas de emprego

Prova disso é que o número de mulheres que foram promovidas grávidas ou após a licença-maternidade é pouco expressivo, de apenas 5,5% das respondentes.

A pesquisa constatou ainda que o julgamento e o constrangimento começam antes mesmo de conseguir a vaga de emprego. Quatro em cada dez mulheres relatam que já foram discriminadas em um processo seletivo ao contarem sobre a maternidade.

Em outra ocasião, 63,4% delas afirmam que já precisaram faltar no trabalho para cuidar do filho ou tiveram que levá-lo junto para o trabalho – situação vivida por 25% das entrevistadas.

Empresas não contam com ambientes em que mães podem levar os filhos

Na outra ponta, o Empregos.com.br ouviu 388 empresas de médio e pequeno porte para identificar a cultura e políticas internas voltadas para as funcionárias que são mães.

A maioria (77,3%) oferece licença-maternidade de quatro meses, previstos na CLT; 18,3% oferecem licença de seis meses e 2% oferecem mais tempo de afastamento das atividades, conforme a necessidade da mãe.

Empresas que oferecem flexibilidade de horário e formato de trabalho (híbrido ou remoto) para gestantes e puérperas representam 62,1% da amostra.

A pesquisa também revelou que apenas 16,2% das empresas realizam acompanhamento médico e/ou psicológico das colaboradoras no retorno ao trabalho. Em termos de infraestrutura para receber filhos de funcionárias na empresa, 7% fornecem fraldário, sala de recreação e afins, enquanto 93% não possuem nenhum tipo de ambiente dedicado aos pequenos.


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