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5 “muletas linguísticas” muito comuns no português falado

Professor Diogo Arrais, do Damásio Educacional, cita algumas expressões da moda que são verdadeiras "muletas linguísticas" do português falado


	Pessoas conversando: perigo concentra-se no uso das “muletas” na situação profissional
 (Creative Commons/Flickr/ Lars Plougman)

Pessoas conversando: perigo concentra-se no uso das “muletas” na situação profissional (Creative Commons/Flickr/ Lars Plougman)

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Da Redação

Publicado em 22 de julho de 2014 às 12h42.

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Você já ouviu falar de “muletas linguísticas”? São expressões classificadas como cacoetes; expressões da moda. Por dependerem do uso, muitas vão e vêm.

1. Tipo

Costumo ironizar que a palavra “tipo”, na fala, acabou se transformando na pontuação pós-moderna da geração “zap-zap”: 

“Hoje (tipo) eu (tipo) busco a independência (tipo) financeira.”

Há sim a chamada liberdade do informalismo, mas a questão perigosa concentra-se no uso das “muletas” na situação profissional. É possível que o cidadão, à primeira vista, não se encaixe no “tipo” profissional.

2. Meio que

Quem nunca ouviu a vazia expressão “meio que”? Em uma rápida pesquisa por microblogs, centenas de registros como:

“A gente vive em um país (meio que) ditatorial.”

Principalmente na escrita, nota-se a ineficiência de “meio que”.

3. Tipo Assim

Lembremo-nos, também, da moda do “tipo assim”. Em uma mensagem eletrônica, corporativa, um gerente (acredite!) registrou:

“Hoje, (tipo assim), acordei às 6 da manhã.”

Houve excelente uso da pontuação e do acento grave, mas “tipo assim”, formalmente, não possui valor algum.

4.Cara

E o conhecido vocalista de um grupo brasileiro completamente viciado no termo “cara”?

“Brasília, (cara), é uma terra, (cara), de poetas, (cara)!”

O uso excessivo dessa muleta ganhou tanta repercussão que o sujeito foi satirizado pelos caminhos rancorosos da Internet.

No entanto, existem usuários da Língua que não se preocupam com as vertentes da língua-padrão. Ratifico: tudo é uma questão de objetivo, de expressão e de sociabilidade. 

5. Gerundismo

Pode-se dizer hoje, com veemência, que vários clientes irritam-se com a moda do gerundismo, daqueles locutores do “a gente vai estar verificando...”.

Por quê? Justamente porque o atendimento telefônico, entre cliente e empresa, subentende o critério profissional, da objetividade, da eficácia.

Parafraseando diversos gramáticos e linguistas, o ideal é que sejamos poliglotas em uma mesma Língua.

Um abraço, até a próxima e siga-me pelo Twitter!

 

Diogo Arrais
@diogoarrais
Professor de Língua Portuguesa – Damásio Educacional
Autor Gramatical pela Editora Saraiva
Acompanhe tudo sobre:Dicas de PortuguêsGramática

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