Como fazer seu 13º ter um alto desempenho

Saiba como investir esse rendimento extra em seus projetos de fim de ano para gastar os recursos da forma mais eficiente

São Paulo - Neste ano, 82,3 milhões de trabalhadores vão receber o 13º salário, que começa a ser pago neste mês. Essa remuneração extra — de 1.663 reais, em média — é aguardada com ansiedade, principalmente por quem está endividado, já que permite uma folga no orçamento doméstico.

Dados da Federação das câmaras de dirigentes lojistas de São Paulo (FCDL-SP) apontam que, em 2013, 70% das pessoas que recebem o 13º deverão usá-lo para pagar dívidas ou despesas de início de ano, como impostos, matrícula dos filhos e material escolar.

Diferentemente de 2012, o brasileiro está mais cauteloso com relação à situação econômica do país e, por esse motivo, apenas 30% pretendem gastar o rendimento adicional com compras, reforma da casa ou investimentos na própria carreira. no entanto, quaisquer que sejam os planos, especialistas recomendam que, antes de sacar o recurso, o trabalhador faça um planejamento de como esse dinheiro será investido para evitar prejuízos.

Para isso, é preciso contabilizar dívidas, impostos, 13º de funcionários domésticos e gastos com a escola dos filhos para identificar prioridades. A seguir, confira algumas dicas para explorar da forma mais eficiente esse pagamento extra, viabilizar os projetos que dependem dele e economizar. 

Plano 1 Pagar as dívidas

Enumere as cobranças existentes e classifque-as de acordo com os juros que incidem sobre cada uma delas. Pague primeiro as dívidas que cobram as maiores taxas, e não as mais caras ou com vencimento mais próximo.

Bônus e participação nos lucros da empresa também devem ser usados na quitação das dívidas, afinal, o ganho de nenhuma aplicação superará os juros do cheque especial ou do cartão de crédito.


Se o 13º não for suficiente para pagar tudo, solicite ao RH a antecipação do salário de férias ou a venda de alguns dias para a empresa. Não há incidência de imposto de renda sobre esse valor. Se não for possível, negocie com o banco um empréstimo com juros mais vantajosos do que o do cheque especial. Use o 13º para quitar antecipadamente boa parte desse financiamento. 

Plano 2 Poupar para as despesas

Do começo do ano com o 13º em mãos, é preciso saber quais impostos e débitos deverão ser pagos integralmente em janeiro e quais poderão ser parcelados ao longo de 2014. Se possível, quite aqueles cujo pagamento antecipado rende desconto. A parcela única do IPTU, por exemplo,
tem desconto de 3% a 5%.

Considere fazer o pagamento adiantado de todo o ano escolar de seu filho. Algumas escolas concedem descontos de até 50%. Faça uma reserva com o 13° para pagamento do IPVA e licenciamento do veículo, mesmo que o vencimento não seja em janeiro. Em caso de atraso, a multa pode chegar a 20%, além de ser InFração de trânsIto, o que pode gerar aInda maIs prejuízos.

Plano 3 Reformar a casa

Faça da internet sua aliada. Pesquise os preços do material de construção em várias lojas antes de ir às compras, evitando que o orçamento saia do controle.

Contrate uma empresa com arquiteto ou engenheiro para tocar a obra. Apesar da percepção de que isso pode onerar o orçamento, esses profissionais têm como calcular quantidades exatas de material, evitando desperdícios e surpresas.

Considere pagar o material de construção à vista, com um bom desconto, e fazer a reforma depois, com o salário das férias. Mas fique atento: tintas têm prazo de validade, e cimento e rejunte são perecíveis.

Negocie um valor total para a mão de obra, de modo a evitar que o serviço se estenda indefinidamente.

Plano 4 Investir na formação profissional

O investimento em estudo é considerado pelos especialistas uma dívida boa. Segundo um estudo da fundação Getulio Vargas, a cada ano adicional de instrução, o salário aumenta 15%.

Usar o 13º como entrada para o MBA pode reduzir o valor das parcelas restantes, fazendo esse investimento pesar menos no orçamento. Caso tenha outras reservas que, somadas ao 13º, se aproximem do valor total da pós-graduação, tente negociar um bom desconto para o pagamento
à vista.

Para estudar no exterior, pesquise crédito estudantil no país de destino. As universidades americanas têm convênios para financiar o curso em até 15 anos, com juros de 5% anuais e pagamento após a conclusão. Use o 13º para gastos de manutenção. 

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