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Durante a COP28, a Unigel foi reconhecida com o prêmio “Energy Transition Changemakers”, por seu projeto de hidrogênio verde e amônia verde, que será o primeiro do Brasil a produzir os recursos em escala industrial. Atualmente, a iniciativa está na primeira etapa, conta com investimento de US$120 milhões e tem potencial para, ao concluir as fases planejadas até 2027, produzir 100 mil toneladas de hidrogênio verde e 600 mil toneladas de amônia verde por ano ano.

A escala do projeto, que pode se tornar o maior do mundo quando entrar em operação no segundo semestre de 2024, foi um dos principais pontos que contribuíram para seu reconhecimento entre os 1.000 inscritos. A Unigel foi a única brasileira dentre as 13 empresas premiadas.

O “Energy Transition Changemakers" faz uma seleção de projetos de energias renováveis e de descarbonização para destacar soluções inovadoras. O objetivo principal é fomentar a criação dessas iniciativas no setor privado e em escala global.

Como foi a premiação na COP28

A cerimônia aconteceu em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, e contou com a presença de Leo Slezynger, Acionista e representante da Unigel na 28ª edição da Conferência das Partes sobre Mudanças Climáticas (COP28 ). “A fábrica de hidrogênio verde da Unigel evitará a emissão de mais de 800.000 toneladas de gás carbônico, contribuindo positivamente para um dos principais desafios globais no que se refere ao combate das mudanças climáticas. Esse prêmio celebra o pioneirismo da empresa em uma causa tão importante como a transição energética”, ressalta. 

Além do recebimento da honraria, a companhia também esteve presente no painel dedicado aos debates em torno da transição energética. “A questão climática é urgente e o Brasil tem possibilidades reais de protagonismo nesse mercado. O futuro sustentável da indústria química começa hoje. E nesse futuro, o hidrogênio e a amônia verdes, o Brasil e a Unigel são protagonistas,” conclui Slezynger.

O projeto da Unigel

Localizada no Polo Petroquímico de Camaçari, no estado da Bahia, a primeira etapa do projeto, já em construção, tem investimento de US$120 milhões e contará com a tecnologia de eletrólise de alta eficiência da alemã thyssenkrupp nucera. 

A Unigel tem o plano de ampliar a produção em mais duas fases que, até 2027, chegam ao patamar de 100 mil toneladas de hidrogênio verde e 600 mil toneladas de amônia verde produzidas ao ano. Para isso, segue negociando parcerias estratégicas e linhas de financiamento adequadas que viabilizem o empreendimento. 

Roberto Noronha Santos, CEO da Unigel, explica que o mercado dá possibilidades de destaque ao Brasil. “O Brasil tem sol abundante, ventos fortes e constantes; uma matriz energética amplamente renovável; é referência no agronegócio e produz fertilizantes que garantem a segurança alimentar de milhões de pessoas em todo o mundo; conta com uma indústria desenvolvida, segura e capacitada; além da da experiência com mercado livre de energia elétrica e certificação da energia renovável. Portanto o ambiente é ideal para crescermos”, conta. 

Estratégia de negócios e sustentabilidade

O plano de negócios da Unigel sinaliza que, assim que a operação começar, os produtos serão ofertados a clientes que encontram no hidrogênio verde e na amônia verde uma importante solução para seus desafios de descarbonização. Entre as aplicações estão o uso do hidrogênio na mobilidade, como combustível para diversos tipos de veículos, e como matéria-prima na siderurgia e no refino de petróleo. 

A amônia verde também deverá ser utilizada como combustível, em especial por navios graneleiros e porta-contêineres. Ela também poderá fortalecer o portfólio de produtos sustentáveis da Unigel, uma vez que é matéria-prima na fabricação de fertilizantes e acrílicos. A empresa opera um dos dois únicos terminais de amônia no Brasil, localizado no porto de Aratu, também na Bahia, portanto tem viabilidade logística. 

Noronha completa que, além do projeto da Unigel, o Brasil tem potencial para ser referência mundial no hidrogênio verde. “Nós acreditamos na urgência da transição energética e numa transformação por meio de ações voltadas a uma economia mais limpa e livre de carbono. Nesse futuro mais sustentável, o Brasil é protagonista”, conclui.

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