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Podcast A+: Eleições 2022 – o xadrez do 2º turno

Ao fim da primeira semana de 2º turno, o episódio faz uma análise da nova fase da corrida eleitoral e avalia os apoios conquistados por Lula e Bolsonaro

 (Bússola/Reprodução)

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8 de outubro de 2022, 12h13

*Por Rafael Lisbôa

Com a primeira semana do 2º turno chegando ao fim, o novo episódio do Podcast A+ faz uma análise da nova fase da corrida eleitoral, tanto da eleição presidencial quanto das disputas estaduais. No xadrez nacional, as campanhas de Lula (PT) e de Bolsonaro (PL) têm trabalhado intensamente na costura de alianças.

Simone Tebet (MDB) e Ciro Gomes (PDT), que ficaram em 3º e 4º lugares na disputa presidencial, somando 7,2% dos votos, declararam apoio a Lula. Também aderiram à campanha do ex-presidente o PDT e o Cidadania. O petista ainda recebeu declaração de voto de antigos adversários tucanos, como o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, José Serra e Tasso Jereissati.

Já Bolsonaro tem ao seu lado os governadores dos três maiores colégios eleitorais do país: Rodrigo Garcia (PSDB), que não foi para o 2º turno em São Paulo, e Romeu Zema (Novo) e Cláudio Castro (PL), reeleitos em 1º turno respectivamente para os governos de Minas Gerais e do Rio de Janeiro. A campanha à reeleição do presidente teve a adesão do PSC. Quem também declarou apoio foi seu ex-ministro da Justiça e antigo desafeto, Sergio Moro (União Brasil), eleito senador pelo Paraná.

Se Lula terminou o 1º turno à frente, com 6 milhões de votos a mais do que Jair Bolsonaro, a diferença entre eles – cinco pontos percentuais – foi bem menor do que previam as pesquisas. Como esperado, o ex-presidente venceu no Norte e no Nordeste e o atual presidente saiu vitorioso no Sul e no Centro-Oeste, mas surpreendeu o bom desempenho de Bolsonaro no Sudeste, região que concentra o maior número de eleitores.

De um lado, Lula tem o favoritismo numérico de quem saiu das urnas com mais votos; de outro, Bolsonaro chega ao 2º turno com o ânimo de quem cresceu na reta final muito acima das projeções e elegeu importantes aliados no Congresso e nos governos estaduais. Tudo isso faz desse novo round pela presidência do Brasil uma briga bastante acirrada e equilibrada.

No dia 30 de outubro, além da escolha do futuro ocupante do Palácio do Planalto, está em jogo o comando de 12 estados onde a disputa foi para a prorrogação: SP, BA, RS, PE, SC, PB, ES, AM, AL, MS, SE e RO. Nas eleições regionais, a polarização nacional se reproduz. Em seis estados, candidatos bolsonaristas passaram ao 2º turno na liderança. Nos outros seis, os candidatos apoiados por Lula chegaram à frente.

No Congresso, Bolsonaro e Lula contabilizam as conquistas. O PL, partido do presidente, elegeu 99 deputados – 23 a mais do que a atual bancada – e se mantém como a maior legenda da Câmara. O PT, do ex-presidente, também cresceu, passando dos atuais 56 parlamentares para 68. Somando-se os 12 deputados eleitos pelo PC do B e pelo PV, com os quais o PT formou uma federação, a bancada chega a 80, a 2ª maior da Casa.

No Senado, o bolsonarismo saiu vitorioso. Das 27 vagas, 14 foram preenchidas por aliados de Bolsonaro, incluindo ex-ministros e o vice-presidente Hamilton Mourão. Já Lula conseguiu eleger pouco mais da metade do seu adversário: oito senadores, entre nomes de seu partido e de legendas aliadas.

Em uma hora de live no YouTube da Exame, foi debatido o cenário de 2º tuno das eleições e foram analisados os resultados do 1º turno. Com mediação do jornalista Rafael Lisbôa, diretor da Bússola, o bate-papo reuniu os analistas políticos da FSB Comunicação, Alon Feuerwerker e Marcio de Freitas, e o sócio-diretor do Instituto FSB Pesquisa e da FSB Inteligência, Marcelo Tokarski.

Escute abaixo o episódio, e ainda pelo Spotify ou Apple Podcasts. A edição é de Guilherme Baldi.

O Podcast A+ faz parte da plataforma Bússola, uma parceria entre a Revista Exame e o Grupo FSB.

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