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Conforme as pautas avançam, faz-se necessário reforçar alguns conceitos que fundamentam as discussões, ações e decisões relacionadas ao tema em questão. Isso é relevante para evitar confusões e usos inadequados de ferramentas, que podem acabar produzindo resultados imperfeitos ou até contraproducentes.

Na agenda de sustentabilidade, é o caso das ideias de propósito, causa, impacto e materialidade. Conceitos relevantes, mas distintos entre si e com aplicações também diferentes. De uma maneira simples, podemos estabelecer que propósito está ligado à razão de existir de uma organização. Antes de tudo, é necessário responder qual a função que se pretende realizar, problemas que se pretende resolver ou valor a ser adicionado.

O conceito é fundamental, direcionador do planejamento estratégico e de todos os demais momentos organizacionais relevantes. Qualquer negócio que se pretende sustentável precisa estabelecer com precisão seu propósito corporativo. Até porque, nas palavras de Larry Fink, da BlackRock, “propósito é o motor da lucratividade a longo prazo”.

Nuances do conceito

A ideia de propósito está próxima das causas sociais, mas é prudente não confundir uma com a outra. Enquanto o propósito pode ou não estar conectado com demandas sociais, uma causa deveria necessariamente focar em necessidades de populações menos favorecidas ou na defesa e promoção de direitos. A princípio, qualquer causa social legítima pode ser traduzida em propósito corporativo e guiar a atuação de empresas, ONGs e negócios sociais. Mas nem todo propósito é uma causa, pois este pode estar ligado “apenas” à prestação de serviços ou atendimento a clientes e outros stakeholders, sem necessariamente endereçar questões estruturais.

Vale sublinhar que se este for o caso da sua organização, está tudo bem. Nem todos os negócios precisam salvar o mundo, mas é de bom tom que ao menos não façam mal. Por isso, são também fundamentais outros dois conceitos: materialidade e impacto. O primeiro permite avaliar quais temas são mais relevantes em uma organização, tanto no aspecto positivo (valor adicionado para diferentes partes interessadas) quanto negativo (externalidades e impactos do negócio e sua cadeia de valor).

Já o segundo, de impacto, diz respeito à avaliação dos resultados diretos e indiretos produzidos pela organização em seu processo de funcionamento. Para atingir seu propósito, os negócios utilizam recursos e estabelecem relações que podem afetar a natureza e a sociedade. Esses efeitos precisam ser medidos para uma avaliação correta do impacto produzido, de modo a aferir se de fato a organização está cumprindo seu propósito com causas alinhadas aos seus temas materiais.

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