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Por Carolina Fernandes*

Do discurso de venda direta no offline à busca pela conexão com o consumidor através da humanização, o marketing está sempre evoluindo e acompanhando as expectativas e anseios daqueles a quem pretende atingir. “Peraí, você disse humanização?” Sim, e calma que não tem relação com ChatGPT.

Como humanizar uma campanha e vender no Dia dos Namorados.

O Dia dos Namorados é a terceira maior data do ano para o comércio, perdendo apenas para o Natal e para o Dia das Mães. Em 2022, o mercado brasileiro movimentou mais de R$ 6,5 bilhões nesta data, de acordo com o relatório da All In.

Para sua marca aproveitar esse dia, vender e conquistar mais clientes, crie uma campanha humanizada. Como? A partir de algumas ações básicas:

  • Aposte em conteúdos românticos que se conectam com esse público, tais como, trazer histórias divertidas e/ou surpreendentes de casais e posts com declarações de amor estimulando a marcar a pessoa amada;
  • Promova o engajamento com concursos da história de amor mais bonita, engraçada ou inusitada, ou perguntando qual presente a pessoa gostaria de ganhar na data;
  • Use seus produtos como dicas de presentes no Dia dos Namorados, mas sempre usando um colaborador, um cliente ou até um influencer para dar essa dica. Você também pode pedir que as pessoas enviem essas dicas ou que respondam qual dos seus produtos elas gostariam de ganhar;
  • Faça vídeos retratando cenas cotidianas de um casal em diferentes momentos da vida: no início do namoro, no início do casamento, após muitos anos de casados, na terceira idade etc.
  • Explore a diversidade nos seus conteúdos. As suas campanhas precisam retratar a realidade para gerar conexão. Por isso, saia do padrão casal homem e mulher e contemple as mais variadas formas de amor;
  • Em publicações voltadas para venda de determinado produto não faça meramente uma imagem do produto, mas use a foto real ou um vídeo de alguém que esteja conectado ou que exerça influência sobre seu público;
  • Se o seu segmento é moda aproveite a data para sair da foto padrão de modelos com corpos maravilhosos para colocar pessoas com diferentes aparências, salvo exceção se o perfil do abdômen trincado representar o seu consumidor;
  • O seu segmento é cultura nerd, celebridades e afins? Então, traga a humanização contando histórias de casais famosos, promovendo interação com brincadeiras de “shippar” personagens de séries e filmes, etc;
  • Também é importante levar essa humanização para o offline. Ex: personalize suas embalagens para a data, permita que o consumidor escreva uma mensagem romântica que será entregue junto com o produto.

Enfim, são muitas alternativas que você pode colocar em prática e ir muito além do mero post de Dia dos Namorados com uma mensagem básica e uma foto de um banco de imagem. Faça sua marca se comunicar como uma pessoa. Quer gerar conexão? O segredo é a humanização. Para isso, a primeira regra é…

Chega de banco de imagem, a regra é humanizar!

Que levante a mão quem nunca agradeceu aos céus por ter acesso a um banco de imagens na hora de produzir um conteúdo para as mídias sociais. Esse recurso foi, é e continuará sendo necessário, desde que com moderação, para quem deseja manter uma comunicação constante, principalmente nos canais digitais e mesmo em tempo de ferramentas de IA.

Sim, o problema de usar banco de imagens é o excesso e a desconexão das imagens escolhidas com o público-alvo daquele material. É aí que entra a humanização. Um jargão que utilizo com muita frequência é “as pessoas estão nas redes sociais para se conectar com pessoas”.

Para uma marca, uma empresa, isso significa que os seus profissionais, os clientes, os fornecedores e afins precisam aparecer, reduzindo consideravelmente o uso de imagens extraídas desses bancos e totalmente fora do universo de quem consome o seu produto/serviço. Isso é humanizar.

Resumindo, marketing humanizado é uma estratégia que busca criar relacionamento com o público por meio da emoção, da empatia, trazendo o fator humano para dentro da sua comunicação, gerando conexão e, consequentemente, interesse das pessoas.

Esse processo de humanização das marcas surge a partir da mudança de comportamento do consumidor que agora quer mais do que comprar, ele quer viver uma experiência. Para isso, as marcas precisam se relacionar com pessoas, estabelecendo uma comunicação de igual para igual com o cliente.

Atualmente existem inúmeras marcas que alcançaram grande sucesso usando a humanização como estratégia de engajamento. Basta ver a forma como a Netflix, Nubank ou Boticário respondem e se relacionam com seus clientes nas redes. E por que funciona? Vamos a alguns dos motivos:

  • Quando as marcas se comunicam de maneira autêntica, demonstrando empatia, compreensão e uma voz humana, os consumidores geralmente respondem de forma positiva;
  • Conexão emocional: A humanização ajuda a criar uma conexão emocional entre a marca e os consumidores, fortalecendo essa relação, o que pode levar a um aumento na retenção de clientes e recomendações positivas boca a boca;
  • A transparência, a honestidade e a capacidade de se conectar emocionalmente são elementos-chave para construir uma relação de confiança;
  • Ao oferecer uma experiência autêntica e pessoal, as marcas podem se diferenciar da concorrência que adota uma abordagem mais impessoal. A humanização cria uma identidade única para a marca, o que pode atrair e reter clientes.

De maneira geral, as marcas precisam humanizar seu conteúdo, sua linguagem, sua comunicação. Afinal, vivemos a era em que marcas e pessoas estão cada vez mais conectadas e atuantes em um mesmo ambiente: as mídias sociais.

*Carolina Fernandes é CEO da Cubo Comunicação, palestrante, mentora do curso Marketing para Empreendedores e especialista em Marketing & Comunicação com mais de 20 anos de atuação passando pelas áreas de assessoria de imprensa, agência de marketing e mundo corporativo.

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