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Alimentos clean Label desenham o futuro da indústria do setor

Produtos menos processados, mais naturais e sustentáveis são tendência na busca da saudabilidade

A indústria brasileira de alimentos faturou R$ 922,6 bilhões em 2021 (Germano Lüders/Exame)

A indústria brasileira de alimentos faturou R$ 922,6 bilhões em 2021 (Germano Lüders/Exame)

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John Lin*

19 de janeiro de 2023, 15h40

Não há dúvidas de que a pandemia acelerou e consolidou mudanças significativas em diversas áreas da sociedade, economia, e, principalmente, no comportamento do consumidor. Quando o assunto é alimentação, uma das tendências que se estabeleceu foi a busca pela saudabilidade: as pessoas estão cada vez mais conscientes e exigentes com o que consomem, além de estarem mais preocupadas com a saúde. Neste cenário, a indústria de alimentos está atenta às novidades e implementando uma série de transformações no setor, que é extremamente promissor.

Segundo dados da Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (Abia), a indústria brasileira de alimentos faturou, em 2021, R$ 922,6 bilhões, resultado 16,9% maior ao registrado em 2020, o que representa 10,6% do produto interno bruto (PIB) estimado para 2021. As vendas do setor cresceram 3,2% e a produção, 1,3%. Considerando apenas as vendas para o mercado interno, que representam 73,5% do faturamento, o aumento foi de 1,8%. Já as exportações, que representam 26,5% do faturamento, aumentaram 18,6% e atingiram o patamar recorde de US$ 45,2 bilhões.

Dentro da indústria de alimentos, o mercado de produtos saudáveis — sem glúten, baixo teor de sódio, orgânicos certificados, entre outros — tem um grande potencial. Segundo a Euromonitor Internacional, em 2020, as vendas desses produtos atingiram R$ 100 bilhões no Brasil, sendo o maior valor para essa categoria de alimentos desde 2006, quando a categoria começou a ser monitorado pela organização. Em relação a 2019, o avanço foi de 3,5%.

Além da saudabilidade, os produtos plant-based, produzidos à base de plantas e sem proteína animal, são outra tendência do setor. Também com mercado aquecido, estes produtos são capazes de atingir tanto os consumidores de carne quanto os vegetarianos que, no Brasil, correspondem a 14% da população, segundo pesquisa do Ibope Inteligência conduzida em 2018. Com isso, na época que foi elaborada, o número representava quase 30 milhões de brasileiros que se declaravam adeptos a esta opção alimentar — número maior do que as populações de Portugal, Nova Zelândia e Suíça, por exemplo.

Ainda na busca pela saúde e bem-estar, outro movimento que merece atenção é o clean label, ou seja, alimentos com rótulo limpo. Esses tipos de produto tendem a ser mais naturais, menos processados e sem aditivos artificiais. Desta forma, o consumidor tem mais transparência e segurança para escolher sua compra, já que tem acesso a alimentos elaborados com menos ingredientes e matérias-primas de qualidade que são conhecidas pelo público em geral.

Além disso, a preocupação com a sustentabilidade também está na mente dos consumidores. Por esta razão, investir em uma agricultura e uma cadeia de produção sustentável, além de utilizar materiais inovadores, capazes de evitar o desperdício, e embalagens totalmente recicláveis é essencial não só para cuidar do planeta, mas também para se adequar aos novos padrões de consumo. Ademais, é uma boa oportunidade para reduzir os custos do negócio e fazer com que a marca seja reconhecida no mercado.

A indústria de alimentos, nos últimos anos, está se adaptando aos anseios dos consumidores e à nova realidade do mundo, trazendo produtos inovadores, com tecnologia e se preocupando com a sustentabilidade da cadeia produtiva. Cabe agora ao setor continuar com essas transformações a fim de realizar uma revolução significativa no mercado.

*John Lin é Chief Commercial Officer da Citrosuco e Chief Business Officer da Evera

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