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Vou ampliar tarifa zero se for eleito prefeito de São Paulo, diz Boulos

Deputado federal e pré-candidato a prefeito de São Paulo deu entrevista ao vivo à EXAME

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Guilherme Boulos, deputado federal, durante entrevista à EXAME (Leandro Fonseca/Exame)

Guilherme Boulos, deputado federal, durante entrevista à EXAME (Leandro Fonseca/Exame)

Publicado em 2 de abril de 2024 às, 12h02.

Última atualização em 2 de abril de 2024 às, 14h33.

O deputado federal Guilherme Boulos (PSOL-SP) disse que pretende ampliar a tarifa zero nos ônibus caso seja eleito prefeito de São Paulo nas eleições de outubro.

"Eu não só manteria [a tarifa zero aos domingos] como a ampliaria. Eu a defendi na campanha anterior. Meus adversários diziam que era impossível e agora, no fim do mandato, como não deixou marca, está tentando apostar nisso", disse Boulos, em entrevista à EXAME. Assista a íntegra abaixo:

O pré-candidato, no entanto, disse que a medida precisa ser acompanhada de um aumento na frota e de medidas para ampliar a velocidade dos coletivos.

"Não pode ser tarifa zero com ônibus zero e as pessoas andarem em ônibus superlotados. Temos que ter uma frota maior. Nada justifica São Paulo estar pagando o maior subsídio da história para as empresas de ônibus e você ter redução da frota disponível", criticou.

A prefeitura paga mais de 5 bilhões de reais por ano para compensar as empresas de ônibus pelos custos de operação, além do que elas recebem com a cobrança de tarifas.

Boulos defendeu mais investimentos em corredores e faixas exclusivas de ônibus e o modelo de cidade de 15 minutos, como o planejado por Paris. A ideia é que as pessoas consigam realizar a maior parte de seus deslocamentos na cidade nesse tempo e em formatos sustentáveis, como a pé, de bicicleta ou transporte público. Para isso, no entanto, é preciso aproximar as moradias dos empregos e da estrutura de transporte.

"Nas regiões mais centrais, onde tem oferta de emprego e serviço em São Paulo, a gente vive um contrassenso. A população do centro diminuiu e a população na periferia aumentou. Isso cria uma insustentabilidade. Você pode construir um Minhocão em cima do outro e não vai resolver", afirmou.

Microapartamentos

Boulos também fez críticas ao Plano Diretor atual, por estimular a criação de microapartamentos nas áreas centrais e liberar apartamentos com muitas garagens sem que as ruas recebam adaptações. Embora seja atribuição da Câmara Municipal mudar o plano, ele disse que buscará estimular esse debate caso seja eleito.

"Você pega um apartamento de 35 metro quadrados sendo vendido a R$ 500 mil. Ou seja, você não democratizou nada o acesso e ainda gerou uma especulação com os microapartamentos", disse.

Quem é Guilherme Boulos?

Boulos, 41, é formado em filosofia pela Universidade de São Paulo (USP). Ele entrou na militância política aos 15 anos, ao participar da União da Juventude Comunista (UJC). Ingressou no Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) em 2002 e depois se tornou uma liderança do grupo.

Em 2018, entrou para a vida partidária ao ser candidato à presidência da República pelo PSOL. Foi candidato à prefeitura de São Paulo em 2020, derrotado por Bruno Covas (1980-2021) no segundo turno. Com mais de 1 milhão de votos, foi eleito deputado federal por São Paulo. A sua principal bandeira é a luta por moradia digna para a população de baixa renda.

Eleições 2024 na EXAME

A entrevista com o pré-candidato à prefeitura de São Paulo é a terceira da série de entrevistas com os principais concorrentes ao comando da capital paulista. Os possíveis candidatos ao comando da capital paulista foram convidados para conversar ao vivo nos nossos estúdios. A data e horário será de acordo com a agenda do pré-candidato.

Na última semana, a EXAME estreou o programa de análise e bastidores das campanhas das capitais brasileiras, com olhar especial para São Paulo, cidade onde fica localizada a redação da EXAME. Confira o primeiro episódio aqui. 

As eleições 2024 estão marcadas para acontecer no dia 6 de outubro. O segundo turno, marcado para 27 de outubro, acontece somente em cidades com mais de 200 mil eleitores para o cargo de prefeito, caso nenhum candidato atinja 50% mais um dos votos válidos.

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