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Ricardo Barros avalia que Câmara poderá fazer alterações na PEC da Transição

"O empoderamento do parlamento em relação a execução orçamentária, na minha opinião, vai continuar, disse Barros

 (Valter Campanato/Agência Brasil)

(Valter Campanato/Agência Brasil)

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Estadão Conteúdo

7 de dezembro de 2022, 17h12

O líder do governo de Jair Bolsonaro (PL) na Câmara dos Deputados, Ricardo Barros (PP-PR), reforçou nesta quarta-feira, 07, que o Congresso irá encontrar uma "maneira de resolver" e manter o "empoderamento" do Parlamento em relação ao orçamento caso o Supremo Tribunal Federal (STF) derrube o chamado orçamento secreto, composto pelas emendas de relator.

"O empoderamento do parlamento em relação a execução orçamentária, na minha opinião, vai continuar. Se a ministra Rosa Weber vai ser a favor ou contra a RP-9 (emenda de relator), se ela der contra, o parlamento vai encontrar outra maneira de resolver. Mas não vai ficar subordinado exclusivamente à vontade do governo, dos ministros, de executar aquilo que é indicado pelos parlamentares", disse Barros durante o 95º Encontro Nacional da Indústria da Construção, promovido pela Cbic.

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No evento, onde representantes da Construção pedem que o orçamento dê maior foco a obras estruturantes, Barros defendeu que não se coloque "defeitos" na destinação de recursos a "varejo", em referência a empreendimentos menores, pedidos por municípios, fortemente bancados pelas verbas do orçamento secreto. Segundo ele, é esse tipo de política que "dá eleição". "Eu sou municipalista, eu vivo desse tipo de fazer política. Quando o prefeito pede obra, ele pede o que é o mais importante de fazer para a cidade naquele momento", disse.

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