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PSDB concorre a quatro governos estaduais e aposta em vitória no RS e em PE

Embora nenhum dos candidatos do PSDB tenha terminado o primeiro turno na liderança, o partido está na frente nas pesquisas de intenção de voto no Rio Grande do Sul e em Pernambuco

 (Bloomberg / Colaborador/Getty Images)

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Alessandra Azevedo

30 de outubro de 2022, 07h00

Os tucanos nunca tiveram um resultado tão ruim como o deste ano nas eleições para o Congresso Nacional. A bancada na Câmara dos Deputados, que já vinha em trajetória de queda, foi reduzida a menos da metade da atual (veja abaixo). A sigla não elegeu nenhum novo senador em 2022. Restam os quatro eleitos em 2018, que têm mandatos até 2026.


As perdas também são vistas nas Assembleias Legislativas. Depois de ter eleito 97 deputados estaduais e distritais em 2014, o número caiu para 73, em 2018, e para 54, em 2022. Não haverá nenhum tucano na Câmara Legislativa do Distrito Federal a partir de 2023, por exemplo.

O declínio do partido, apesar de ter ficado mais evidente no último dia 2 de outubro, não começou em 2022. A situação piorou neste ano, mas o desgaste já era observado pelo menos desde as eleições de 2018 e se agravou em 2020, quando a legenda perdeu dezenas de prefeituras e de cadeiras nas Câmaras Municipais (veja abaixo)

Os resultados das urnas nos últimos anos mostram que o PSDB “tem perdido o lugar tradicional de principal partido de direita, porque o eleitorado está migrando para a extrema-direita”, considera Jonas Nobile, sócio sênior da Radar Governamental, consultoria especializada em relações governamentais.

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