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Para defensor de poupadores discurso de bancos é falso

Luiz Fernando Casagrande iniciou sua sustentação oral na sessão do Supremo com um tom irônico

STF começa a ouvir sustentações sobre Planos Econômicos (Carlos Humberto/SCO/STF)

STF começa a ouvir sustentações sobre Planos Econômicos (Carlos Humberto/SCO/STF)

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Da Redação

Publicado em 27 de novembro de 2013 às 18h06.

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Brasília - Foi com tom irônico que o defensor dos poupadores das cadernetas de poupança, Luiz Fernando Casagrande, iniciou sua sustentação oral na sessão do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre os planos econômicos das décadas de 1980 e 1990. Para ele, parte da imprensa comprou a versão do governo. "Mas o Supremo não julga pela capa da Veja. Todos os relatórios que informam o discurso terrorista dos bancos, infelizmente incorporados pelo governo, são falsos do início ao fim", garantiu.

Casagrande citou o estudo do ex-economista-chefe da Federação Brasileira dos Bancos (Febraban) Roberto Luis Troster, que contraria a afirmação das instituições financeiras de que não ganharam com os planos. Troster foi afastado da Febraban após ter criticado o governo. "O estudo do Troster diz que os bancos ganharam, sim, com os planos econômicos", afirmou. "Deve ser restabelecida a verdade: os bancos ganharam e ganharam muito. Os bancos tiraram dos poupadores para dar a eles próprios, aos bancos. Os poupadores perderam para os bancos", disparou.

Na opinião do advogado, mesmo que os bancos venham a devolver parte das perdas aos poupadores, será "muito pouco, pois eles já ganharam". Casagrande rebateu também o cálculo do governo de que as perdas ao Sistema Financeiro Nacional (SFN) poderão chegar a até R$ 150 bilhões. Para isso, conforme o advogado, seria necessária a existência de 32 milhões de ações de 2009 para cá. "Haveria um tsunami, um hemorragia de ações. O dado é, portanto, constrangedoramente falso", acusou.

O defensor dos poupadores disse ainda que não tem a intenção de apresentar um tom contra os lucros dos bancos. "Até porque, no que vem, se ganharem ou perderam, o resultado é o mesmo: os bancos, lamento dizer, já ganharam, e ganharam em detrimento dos poupadores."

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