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Diante da última “janela” do bônus demográfico que se abre atualmente, o Brasil tem a chance de formar novas lideranças e se mostrar mais relevante a um mundo que envelhece rapidamente e que passa por conflitos que dependerão de estratégias para serem solucionados, como a crise climática. Contudo, para tanto, é necessário que as oportunidades de educação de qualidade, qualificação profissional e inserção nos ambientes produtivos sejam mais acessíveis aos jovens pobres e às pessoas negras, assim como são aos mais abastados financeiramente.

“Com a quantidade de cotistas raciais e sociais que temos formados no país — comprovadamente apresentando desempenho muitas vezes superior na maioria dos cursos universitários —, por que não vemos essas pessoas em posição de liderança relevante dentro das empresas?”, questiona Wellington Vitorino, diretor-executivo do Instituto Four,  organização responsável pelo ProLíder, programa voltado para o desenvolvimento de lideranças jovens, em entrevista ao Canal UM BRASIL, uma realização da FecomercioSP.

Na entrevista, Vitorino — eleito um Forbes Under 30 em 2020, com destaque nas categorias Terceiro Setor e Impacto Social — reforça que, para os melhores empregos, as vagas não estão publicadas nos jornais, o que dificulta a descoberta de capacidades fora da “bolha” dos recrutadores mais influentes.

“Um headhunter ou uma pessoa influente faz esta busca, e, se não há contato com a diversidade, as indicações serão das mesmas pessoas que já conhecem. Economicamente para a empresa, e socialmente para o país, isso acaba sendo muito ruim”, enfatiza. “Desde o setor público, passando pelo privado, até o terceiro setor, nas instituições com mais poder econômico ou zona de influência vemos que são [formadas por] pessoas que vieram dos mesmos lugares.” O executivo ainda explica que, para as pessoas de origem mais humilde, uma rede de apoio é um verdadeiro divisor de águas na jornada para o sucesso profissional.

Empreendedorismo

Durante a conversa, Vitorino também fala sobre a sua jornada no empreendedorismo e ressalta que aprender a construir planos e metas desde a adolescência foi essencial para que conseguisse estudar no exterior, um ambiente que, historicamente, pouquíssimas pessoas negras do Brasil conseguem acessar.

“Eu só saí do lugar de onde saí [periferia do Rio de Janeiro] e chegar onde estou porque tive um plano. Eu já sabia que queria estudar fora. Eu tive de pôr na cabeça que precisaria estar mais informado, pois, para mim, a distância seria maior. Eu sabia que teria de pagar ‘pedágios’ a mais do que outras pessoas e também que teria mais ‘paradas’”, lembra.

Segundo o executivo, o Brasil é protagonista em várias áreas, como Novas Energias, Novas Economias e Sustentabilidade. “Temos tamanho protagonismo ao ponto de que, para onde o mundo está seguindo, o Brasil não é um coadjuvante, é um dos principais agentes.” Ele ainda pondera que isso é uma “porta aberta” para a formação de novas lideranças internas.

Veja a entrevista completa

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