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Oposição recolhe assinaturas para CPI do BNDES

O objetivo é investigar as operações financeiras e empréstimos do banco, após documentos revelarem que aditivos em contratos beneficiaram empresas do grupo de Eike Batista


	O patrimônio do BNDES encolheu 38% entre março de 2011 e março de 2013, enquanto a média dos bancos públicos e privados registrou crescimento de 25%
 (Vanderlei Almeida/AFP)

O patrimônio do BNDES encolheu 38% entre março de 2011 e março de 2013, enquanto a média dos bancos públicos e privados registrou crescimento de 25% (Vanderlei Almeida/AFP)

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Da Redação

Publicado em 15 de julho de 2013 às 13h39.

Brasília - A oposição está recolhendo assinaturas no Congresso para a instalação de uma CPI mista, com deputados e senadores, para investigar as operações financeiras e de empréstimos do Banco Nacional Desenvolvimento Econômica e Social (BNDES).

Estão envolvidos na busca de apoio parlamentares de DEM, PSDB e PPS. Para conseguir a instalação, é necessário obter o apoio de 171 deputados e 27 senadores.

Reportagem do jornal O Estado de S.Paulo desta segunda-feira, 15, mostrou que aditivos em contratos beneficiaram empresas do grupo de Eike Batista com prorrogação de prazos de pagamento, de disponibilidade de recursos em contas de reserva e de cumprimento de exigências técnicas.

Segundo os documentos obtidos, foram firmados, entre 2009 e 2012, 15 contratos no valor de R$ 10,7 bilhões com juros baixos, garantias em ações das próprias companhias ou bens que ainda seriam adquiridos.

Para o líder do PPS, Rubens Bueno, a constatação dos benefícios reforça a necessidade de investigação. "Fica claro que o governo está usando o banco para beneficiar alguns grupos especialmente escolhidos pelos consultores de alto valor de mercado do PT. Queremos investigar não só o caso que envolve as empresas de Eike Batista, mas todos os contratos do BNDES. É muito dinheiro envolvido e há suspeitas de balanços maquiados".

Na semana passada, outra reportagem do Estado mostrou que o patrimônio do BNDES encolheu 38% entre março de 2011 e março de 2013, enquanto a média dos bancos públicos e privados registrou crescimento de 25%, segundo dados de levantamento realizado pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas.

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