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'Pais' do Plano Real, Malan, Bacha, Fraga e Arida declaram voto em Lula

Alguns dos principais economistas do governo FHC declararam voto em Lula contra o presidente Jair Bolsonaro

Pedro Malan: ministro da Fazenda no governo FHC declarou voto em Lula (TV Cultura/Reprodução)

Pedro Malan: ministro da Fazenda no governo FHC declarou voto em Lula (TV Cultura/Reprodução)

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Da redação, com agências

Publicado em 6 de outubro de 2022, 10h47.

Última atualização em 6 de outubro de 2022, 11h19.

Os economistas Pedro Malan, Edmar Bacha, Armínio Fraga e Persio Arida, conhecidos como alguns dos "pais" do Plano Real e com atuação em governos do PSDB, declararam voto em Lula (PT) na disputa presidencial contra o presidente Jair Bolsonaro (PL). O grupo divulgou uma nota conjunta nesta quinta-feira, 6.

Armínio Fraga e Persio Arida já haviam declarado apoio a Lula nos últimos dias, embora também assinem a nota.

"Votaremos em Lula no 2º turno; nossa expectativa é de condução responsável da economia", escrevem os economistas.

VEJA TAMBÉM: Quem apoia Lula e quem apoia Bolsonaro no 2º turno?

Malan foi ministro da Fazenda do governo Fernando Henrique Cardoso (PSDB) e, antes, presidente do Banco Central no governo Itamar Franco (quando FHC era ministro da Fazenda). Fraga e Arida foram presidentes do Banco Central no governo FHC em diferentes momentos, e Edmar Bacha também esteve na equipe que implementou o Plano Real.

Ao declarar seu voto em Lula, Persio Arida afirmou ao jornal O Globo que acredita que um eventual novo governo Lula será fiscalmente responsável e que o presidente Jair Bolsonaro é “claramente uma ameaça à democracia brasileira”.

Fraga também disse ao Estadão que "os riscos aumentaram" no segundo turno, com chances de vitória do presidente Bolsonaro. “Vou declarar apoio a Lula. Pensei em anular para indicar pouca confiança nos dois finalistas, pensando nas oportunidades desperdiçadas pelo PT no poder. Não vejo uma margem suficiente e, como já disse, os riscos aumentaram”, disse.

Ao jornal O Globo, Fraga também disse que via "ameaça e maiores riscos com a concentração de poder nas mãos do atual presidente". Segundo ele, é melhor eleger Lula para proteger a democracia e afastar danos não só à economia, mas também a áreas estratégicas vitais para o país como o meio ambiente. O economista também já havia se engajado na campanha de Marcelo Freixo (PSB) ao governo do Rio.

FHC anuncia apoio a Lula

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso já havia declarado voto em Lula na quarta-feira. Em anúncio nas redes sociais, o tucano afirmou que vota "por uma história de luta pela democracia e inclusão social".

A publicação é acompanhada de duas fotos de FHC com o petista, uma antiga, da época em que disputavam eleições um contra o outro, e uma atual, de quando se encontraram no ano passado.

Lula e Bolsonaro disputarão o segundo turno da eleição presidencial, no dia 30 de outubro. Com 100% das urnas apuradas, Lula ficou com 48,43% dos votos válidos, e Bolsonaro, 43,20%, na votação do primeiro turno, realizado no domingo, 2. Simone Tebet (MDB) teve 4,16% dos votos válidos, Ciro Gomes (PDT) teve 3,04%. Votos nulos e brancos somaram 4,20%.

Tebet era a candidata oficialmente apoiada pelo PSDB. Após o primeiro turno, a senadora pelo Mato Grosso do Sul também anunciou seu apoio a Lula. "Ainda que mantenha as críticas ao candidato Luiz Inácio Lula da Silva, depositarei nele o meu voto porque reconheço seu compromisso pela democracia e constituição, o que não reconheço no outro candidato", disse Tebet nesta quarta-feira, 5, em uma coletiva de imprensa.

(Com Agência O Globo)