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O Brasil reforçou a presença de militares na fronteira do país em meio ao aumento da tensão envolvendo o referendo marcado para este domingo sobre a anexação de parte do território da Guiana à Venezuela.

O Ministério da Defesa afirmou que "tem acompanhado a situação" e que "as ações de defesa têm sido intensificadas na região da fronteira" com maior presença militar, mas não informou o efetivo que está atuando na região.

No domingo, a Venezuela vai realizar um referendo que decidirá sobre a anexação da região de Essequibo, território rico em petróleo, disputa histórica entre Venezuela e Guiana.

Por um lado, a Guiana, da qual a região faz parte, considera o referendo uma ameaça à sua integridade territorial e buscou intervenção internacional. Já a Venezuela critica a ação, alegando interferência em seus assuntos internos.

A tensão aumentou com movimentações militares da Venezuela na fronteira guianesa, levando atores internacionais a entrarem em cena: os Estados Unidos ameaçaram impor novas sanções ao governo de Nicolás Maduro, e o Brasil, como país vizinho e parceiro, demonstra grande preocupação com uma escalada no conflito.

O governo brasileiro acompanha com preocupação a escalada da campanha da Venezuela pela anexação. Na semana passada, o assessor especial para Assuntos Internacionais da Presidência da República, Celso Amorim, viajou a Caracas para tratar do assunto com Nicolás Maduro. A equipe de Amorim recebeu vídeos da campanha que preocuparam o Palácio do Planalto.

Como mostrou o GLOBO, o presidente da Guiana, Irfaan Ali, pediu ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva para que o governo brasileiro dissuadisse Maduro de sua intenção de avançar sobre o território do país. O pedido, somado ao tom da campanha eleitoral, que conta com o apoio de amplos setores da oposição venezuelana, aumentou a preocupação entre as autoridades brasileiras e no Itamaraty.

Fontes do Itamaraty avaliam que a situação é preocupante e que o resultado do referendo é previsível, mas ainda não há uma definição sobre o que será feito. A orientação, no momento, é esperar o resultado do domingo.

O medo do Brasil é que a situação escape do controle: o governo de Maduro já defendeu publicamente a invasão do território em disputa há mais de 100 anos, quando a Guiana ainda era colônia britânica.

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