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Bolsonaro transfere Coaf para as mãos de Sérgio Moro, na Justiça

Conselho é responsável por ações de inteligência para prevenir a lavagem de dinheiro, ocultação de patrimônio e o financiamento do terrorismo

Moro: Coaf foi transferido do extinto Ministério da Fazenda para o Ministério da Justiça (Adriano Machado/Reuters)

Moro: Coaf foi transferido do extinto Ministério da Fazenda para o Ministério da Justiça (Adriano Machado/Reuters)

AB

Agência Brasil

Publicado em 2 de janeiro de 2019 às 11h04.

Última atualização em 10 de janeiro de 2019 às 20h21.

O Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) foi transferido do extinto Ministério da Fazenda para o Ministério da Justiça e Segurança Pública, controlado pelo ex-juiz Sérgio Moro.

A alteração está na medida provisória (MP) nº 870, divulgada na noite desta terça-feira (01), em edição extra do Diário Oficial da União. A medida provisória trouxe a organização dos órgãos da Presidência da República e dos ministérios.

Além da MP, nesta quarta-feira (02), um decreto com o estatuto do Coaf foi publicado com o conselho integrando o Ministério da Justiça e Segurança Pública.

Na MP, ficou definido que o presidente do Coaf será indicado pelo ministro de Estado da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, e nomeado pelo presidente da República, Jair Bolsonaro.

Em outros decretos publicados hoje no Diário Oficial da União, Bolsonaro exonerou o atual presidente do Coaf, Antônio Carlos Ferreira de Sousa, e nomeou Roberto Leonel de Oliveira Lima para o cargo. Lima é auditor-fiscal da Receita Federal a atuava na força-tarefa da Operação Lava Jato.

O Coaf é responsável por ações de inteligência para prevenir a lavagem de dinheiro, ocultação de patrimônio e o financiamento do terrorismo. Ele ganhou notoriedade nos últimos tempos após o vazamento de um relatório do órgão, que constatou movimentações atípicas de Fabrício Queiroz, ex-assessor do senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) e amigo do presidente Jair Bolsonaro.

O relatório apontava inclusive um depósito de R$ 24 mil para a hoje primeira-dama, Michelle Bolsonaro.

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