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Bolsonaro defende que a PM mate mais no Brasil

Questionado sobre levantamento que mostra que a polícia brasileira é a que mais mata no mundo, o deputado se irritou e disse ser "pouco" perante criminalidade

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	“Eu acho que essa Polícia Militar do Brasil tinha que matar é mais", disse Jair Bolsonaro
 (Reprodução/Luis Macedo/Câmara dos Deputados/Agência Câmara)

“Eu acho que essa Polícia Militar do Brasil tinha que matar é mais", disse Jair Bolsonaro (Reprodução/Luis Macedo/Câmara dos Deputados/Agência Câmara)

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Thiago de Araújo

Publicado em 5 de outubro de 2015 às, 18h14.

São Paulo - A alta letalidade policial no Brasil ainda é pequena na opinião do deputado federal Jair Bolsonaro (PP-RJ).

Em vídeo postado pelo seu filho, o também deputado Eduardo Bolsonaro (PSC-SP), o parlamentar fluminense afirmou que violência se combate com violência, e não com bandeiras de direitos humanos, como as defendidas pela Anistia Internacional.

Questionado sobre um levantamento da organização que mostrou que a polícia brasileira é a que mais mata no mundo, Bolsonaro se irritou e disse que ainda é pouco diante da criminalidade que impera no país.

Eu acho que essa Polícia Militar do Brasil tinha que matar é mais. Quase metade dessas mortes são em combate, em missão. Então, a Anistia Internacional está na contramão do que realmente precisa a segurança pública do nosso país, afirmou o parlamentar do PP.

Dados da 9ª edição do Anuário de Segurança Pública, publicados pelo jornal Folha de S. Paulo, mostram que 3.022 pessoas foram mortas por policiais no Brasil em 2014 – uma média de oito por dia.

O número é maior, por exemplo, do que o número de vítimas dos atentados de 11 de setembro de 2001, nos EUA.

Em 2015, só a PM de São Paulo já matou mais de 570 pessoas, e caminha para bater o recorde do ano passado, quando matou quase 1 mil.

A letalidade policial é um dos elementos que levam o país a ser mais mortal do que nações que vivem conflitos bélicos, com 56 mil homicídios anuais.

Só envolvendo a juventude, é como se caísse um avião a cada dois dias, conforme disse a Anistia ao Brasil Post no fim do mês passado, durante o lançamento de uma exposição em São Paulo para debater a violência contra os jovens brasileiros – 77% dos quais homens, negros e pobres. Para Bolsonaro, a Anistia é formada por canalhas e idiotas.

Esses canalhas tinham que ensinar na prática como o policial militar tem que agir. O policial vai ter que decidir entre reagir e ir pra cadeia e não reagir e ir para o cemitério. Esse pessoal da Anistia, se um dia eu tiver um mandato presidencial, vocês não vão mais interferir na nossa vida interna aqui do nosso país. O marginal só respeita o que ele teme, analisou.

Para Bolsonaro, é preciso dar segurança jurídica para que a polícia possa trabalhar, matando se for necessário.

Eu tenho um projeto aqui na Câmara, se alguém está roubando uma bicicleta, se eu atirar naquele vagabundo, eu não respondo por crime nenhum. Eu não sou mais passível de ser punido. Tem que ser assim, caso contrário, cada vez mais, esse pessoal vai mudando o nível, começa a roubar lá em baixo, até que começa a roubar a Petrobras com Dilma apoiando, emendou o deputado.

Por fim, questionado sobre um episódio registrado em São Paulo recentemente, quando um PM foi filmado jogando um suspeito de ter cometido um roubo do telhado de uma casa, Bolsonaro chegou a lamentar à sua maneira.

Tinha que ser um prédio, ok? Infelizmente foi de uma casa. O vagabundo respeitando o policial, não vai virar esse tipo de ações, pode ter certeza.

Muito bem votado nas últimas eleições, em 2014, Bolsonaro estuda deixar o PP e se filiar a outro partido (a bola da vez é o PSC, do Pastor Everaldo e de Marco Feliciano) para tentar uma candidatura à Presidência da República, em 2018.

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