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Barroso rebate Gilmar e defende investigações que atingem Temer

Ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luís Roberto Barroso refutou que o País viva um quadro de "Estado policial"

Luís Roberto Barroso: "Estado que pune empresário que ganha licitação porque pagou propina não é Estado policial, é Estado de Justiça" (Pedro Ladeira / Folhapress/Folha de S.Paulo)

Luís Roberto Barroso: "Estado que pune empresário que ganha licitação porque pagou propina não é Estado policial, é Estado de Justiça" (Pedro Ladeira / Folhapress/Folha de S.Paulo)

EC

Estadão Conteúdo

Publicado em 26 de junho de 2017 às 12h25.

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São Paulo - O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luís Roberto Barroso refutou nesta segunda-feira que o País viva um quadro de "Estado policial" e defendeu as investigações que atingem o presidente Michel Temer (PMDB), na esteira do acordo de delação fechado pela Procuradoria-Geral da República com o empresário Joesley Batista, um dos donos do frigorífico JBS.

"Um procurador-geral da República Rodrigo Janot que é procurado por alguém que traz a ele informações e provas de delitos cometidos pelas mais altas autoridades da República, possivelmente nos três poderes, e decide investigar e apura que as informações eram verdadeiras, que as malas de dinheiro de fato circulavam e, portanto, instaura inquérito. Alguém acha que isso é abuso do Ministério Público ou que ele está cumprindo seu dever?", questionou Barroso em palestra proferida no Insper.

Para o magistrado, as reações contra as investigações e condenações de políticos e empresários acontecem porque o País não estava acostumado a responsabilizar o que chamou de "ricos delinquentes".

"Estado que pune empresário que ganha licitação porque pagou propina não é Estado policial, é Estado de Justiça ... O que não estávamos acostumados era com um direito penal igualitário, capaz de punir pobres e ricos. O direito penal ficou mais duro", afirmou Barroso.

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