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Vinte mil assinam contra cardeal mexicano

Vítimas de abuso sexual acusam o hierarca da Igreja Católica no México de acobertar pedófilos


	Cardeais rezam na Basílica de São Pedro: Rivera também foi incluído na quarta-feira em uma lista negra de 12 cardeais acusados de proteger sacerdotes pedófilos e de fazer declarações públicas ofensivas.
 (Vincenzo Pinto/AFP)

Cardeais rezam na Basílica de São Pedro: Rivera também foi incluído na quarta-feira em uma lista negra de 12 cardeais acusados de proteger sacerdotes pedófilos e de fazer declarações públicas ofensivas. (Vincenzo Pinto/AFP)

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Patrick Hertzog

7 de março de 2013, 15h51

Cidade do México - Vítimas de pedofilia recolheram mais de 20.000 assinaturas de apoio a uma carta que pede ao cardeal mexicano Noberto Rivera que se abstenha de participar do conclave que elegerá o sucessor de Bento XVI, disse à AFP nesta quinta-feira um dos promotores da iniciativa.

As vítimas de abuso sexual, que acusam o hierarca da Igreja Católica no México de acobertar pedófilos, publicaram a carta no site Change.org, onde havia acumulado até a manhã desta quinta-feira um total de 20.120 assinaturas.

Rivera, que se encontra no Vaticano, também foi incluído na quarta-feira em uma lista negra de 12 cardeais acusados de proteger sacerdotes pedófilos e de fazer declarações públicas ofensivas, elaborada pela Rede de Sobreviventes dos Abusados por Sacerdotes (SNAP, em inglês), com sede nos Estados Unidos.

No México, os promotores apresentaram na terça-feira a carta diante da Nunciatura Apostólica mexicana com o apoio de 15.000 pessoas, mas a iniciativa segue coletando assinaturas.

"Acreditamos que é preciso enfatizar que uma instituição religiosa e ética", como deve ser a Igreja Católica, não pode permitir que "pessoas envolvidas em processos legais (...) sejam chamadas a participar do conclave. Não podem votar", disse à AFP Alberto Athie, um ex-sacerdote comprometido com esta causa e um dos impulsionadores da carta.

Os autores da carta afirmam que Rivera acobertou vários religiosos pedófilos, como o falecido Marcial Maciel, fundador da congregação Legionários de Cristo e acusado de abusos sexuais contra menores, assim como de manter uma vida dupla com duas mulheres e vários filhos.