UE aprova missão de formação de Exército no Mali

A decisão tem como objetivo enviar 450 militares europeus, entre eles 200 instrutores, a partir de meados de fevereiro

	Soldados franceses se preparam em Bamaco, no Mali: segundo a UE, os militares europeus não vão participar das operações de combate (Issouf Sanogo/AFP)
Soldados franceses se preparam em Bamaco, no Mali: segundo a UE, os militares europeus não vão participar das operações de combate (Issouf Sanogo/AFP)
Por Da RedaçãoPublicado em 17/01/2013 09:58 | Última atualização em 17/01/2013 09:58Tempo de Leitura: 2 min de leitura

Bruxelas - Os ministros europeus das Relações Exteriores aprovaram nesta quinta-feira uma missão da União Europeia para formar e reorganizar o Exército do Mali, indicou uma fonte oficial.

Esta decisão, tomada durante uma reunião ministerial de emergência sobre a crise no país, tem como objetivo enviar 450 militares europeus, entre eles 200 instrutores, a partir de meados de fevereiro.

O calendário da missão apelidada de EUTM foi acelerado em algumas semanas, de acordo com o novo contexto criado pela intervenção militar francesa lançada na sexta-feira passada.

O ministro francês, Laurent Fabius, considerou "normal que a solidariedade europeia se manifeste". "É preciso compreender que, mesmo sendo a França a precursora, todos os países europeus estão preocupados com o terrorismo", declarou à imprensa em sua chegada à reunião.

Além da missão europeia, Fabius indicou que espera "que todos os países europeus se esforcem" no plano financeiro, principalmente para ajudar a operação de intervenção das tropas dos países da África Ocidental, e em favor do desenvolvimento do Mali, um dos países mais pobres do mundo.

Vários ministros, entre eles o da Alemanha e da Espanha, expressaram seu apoio às medidas apresentadas.

A EUTM irá "formar e aconselhar as Forças Armadas (...) a fim de contribuir para restaurar sua capacidade militar, com o objetivo de permitir a realização de operações de combate visando o restabelecimento da integridade territorial do país", segundo a UE.

Os militares europeus "não vão participar dessas operações de combate", indicou a UE.

Sobre os reféns na Argélia, Fabius declarou que irá se manifestar "em função dos acontecimentos".