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Stephen Hawking publica nova teoria sobre buracos negros

O físico propôs a teoria em 2015, mas só agora lançou o estudo que tenta explicar um dos maiores mistérios do Universo.

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Buraco negro: Hawking propôs, há mais de 40 anos, que o Universo é repleto de "partículas virtuais" (foto/AFP)

Buraco negro: Hawking propôs, há mais de 40 anos, que o Universo é repleto de "partículas virtuais" (foto/AFP)

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Ana Luísa Fernandes

Publicado em 1 de fevereiro de 2016 às, 15h51.

Última atualização em 14 de março de 2018 às, 08h22.

São Paulo - Na semana passada, o físico Stephen Hawking publicou uma nova teoria, elaborada na Universidade de Cambridge com os colegas Malcolm Perry e Andrew Strominger.

Ela diz que, quando uma partícula carregada é sugada por um buraco negro, sua informação deixa um rastro, uma impressão para trás. As informações estariam fora, e não dentro do buraco.

Isso resolveria um paradoxo que há muito estudado. Mas, para entender a proposta de fato, são necessárias algumas explicações:

De acordo com a teoria geral da relatividade de Einstein, toda informação que cruza o limite de um buraco negro -o horizonte de eventos-, é perdida para sempre.

Nem a luz é recuperada. Então, qualquer informação de o que quer que seja que um buraco negro tenha consumido, fica perdida.

Hawking propôs, há mais de 40 anos, que o Universo é repleto de "partículas virtuais", que se aniquilam quando entram em contato.

A exceção é quando elas aparecem em ambos os lados do horizonte de eventos de um buraco negro. Nesse caso, como explica o cientista Devin Powell, uma partícula é engolida e a outra irradia para o espaço.

"A radiação que escapa rouba energia do buraco negro enquanto ela se afasta, de modo que o buraco negro perca massa ao longo do tempo. Ele eventualmente evapora para fora da existência. De acordo com os cálculos de Hawking, a radiação persistente – o único vestígio de um buraco negro que desapareceu – não contém informação útil sobre como o buraco negro foi formado ou sobre o que ele engoliu", explica Powell.

O paradoxo está aí: de acordo com a proposta de Hawking, a informação se perde para sempre, o que vai contra a mecânica quântica que afirma que a informação nunca é perdida.

Agora que você entendeu o paradoxo, vamos passar para a parte do cabelo. Os "cabelos" seriam deformações que podem existir ao redor do horizonte de eventos de um buraco negro, na forma de uma super tradução.

Quando uma partícula carregada atravessa o limite de um buraco negro, sua informação seria "arrancada" e deixada fora. A super tradução ocorre quando as informações recebidas agitam levemente o tecido do espaço-tempo.

A agitação é suficiente para influenciar a radiação que está sendo emitida pelo buraco negro.

Quando as partículas carregadas são ejetadas da fronteira, elas carregam as informações do horizonte de eventos – as impressões – de volta para o Universo. E, assim, o paradoxo estaria resolvido.

A comunidade científica recebeu a novidade com ceticismo: muitos não acreditam que os tais cabelos existam de fato. Mas eles concordam que a pesquisa é uma passo adiante para futuras explorações.

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