Só 13% dos usuários de iPhone aceitaram rastreamento após nova função

Já 5% preferiram rejeitar o monitoramento de suas informações pessoais, acrescenta a pesquisa. Medida afeta economia das big techs

Recentemente a Apple bateu de frente com o Facebook ao adicionar na nova versão do iOS, sistema de iPhones e iPads, uma função em que os usuários podem, se desejarem, bloquear o rastreamento de dados ao usar um aplicativo, o que afeta diretamente o modelo de negócio da gigante das redes sociais. Se o rastreamento não é permitido, o Facebook e o Instagram, que pertence a ele, não podem se valer das informações pessoais coletadas para criar anúncios personalizados e gerar receita com isso.

Nas primeiras semanas da novidade, lançada no fim de abril, só 13% dos usuários no mundo e 5% nos EUA aceitaram o rastreamento de seus dados nos apps do iPhone e iPad, uma má notícia para as big techs.

Em compensação, 5% dos usuários no mundo e 3% nos EUA preferiam não permitir o rastreamento. Os dados são da consultoria de analytics Flurry, da operadora americana de telecom Verizon.

A pesquisa da Flurry se baseia no uso de sua ferramenta digital em mais de 1 mihão de aplicativos móveis, utilizados em mais de 2 bilhões de aparelhos no planeta. O estudo continua, com atualizações diárias sobre o uso da nova opção no iOS.

Modelo em xeque

Segundo a Verizon, a nova funcionalidade pode afetar seriamente o mercado de publicidade digital, que movimenta US$ 189 bilhões por ano e pode chegar a US$ 240 bilhões em 2022, segundo a consultoria alemã Statista.

Preocupado, o Facebook começou a enviar mensagens em janelas "pop-up" em sua rede social e no Instagram encorajando os usuários Apple a permitir o rastreamento pelos seus apps, segundo o site 9to5mac.

"Você está no iOS 14.5. Esta versão requer que se peça permissão para usar dados deste aparelho para aperfeiçoar seus anúncios", diz a mensagem, que continua: "Saiba mais sobre como limitamos o uso dessa informação se você não ativar essa configuração. Usamos a informação sobre sua atividade (...) para mostrar anúncios mais personalizados e manter o Facebook/Instagram gratuito".

A rede social ganhou mais dinheiro com publicidade em 2020. A receita com os anúncios foi de US$ 84,1 bilhões, um aumento de 21% em relação aos US$ 69,6 bilhões amealhados em 2019. E, só no primeiro trimestre de 2021, a companhia faturou US$ 25,4 bilhões com a publicidade, incremento de 46% na comparação com o mesmo período do ano anterior.

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