A Samsung agora faz parte do seleto grupo de empresas avaliadas em mais de US$ 1 trilhão. A valorização aconteceu após as ações da companhia mais do que quadruplicarem em um ano, impulsionadas pela explosão da demanda por chips usados em inteligência artificial (IA).
A fabricante sul-coreana se tornou apenas a segunda empresa asiática a atingir esse patamar, atrás apenas da TSMC. Em um único pregão, os papéis da Samsung saltaram 14%, movimento que também ajudou a levar o índice Kospi acima dos 7 mil pontos pela primeira vez.
O avanço da companhia ocorre em meio ao fortalecimento da Ásia como centro global da infraestrutura de IA. Samsung, TSMC e SK Hynix concentram parte relevante da produção de semicondutores de memória e chips avançados usados em data centers e sistemas de computação de alto desempenho.
Como economizar bateria no Samsung? As funções mais desnecessárias para desativar
IA impulsiona lucro histórico
A divisão de semicondutores da Samsung registrou lucro recorde no primeiro trimestre, superando estimativas do mercado com crescimento de 48 vezes em relação ao ano anterior.
O desempenho foi sustentado pela alta demanda de empresas de inteligência artificial por memórias DRAM e NAND, em um cenário de oferta limitada e preços em forte alta.
Analistas esperam que a divisão continue ampliando margens nos próximos trimestres, diante da expectativa de desequilíbrio entre oferta e demanda até pelo menos 2027.
Apple e investidores ampliam pressão compradora
A Samsung também ganhou força após relatos de que a Apple discutiu utilizar a empresa na fabricação de processadores nos Estados Unidos, criando uma alternativa à dependência histórica da TSMC.
Além disso, investidores estrangeiros ampliaram compras de ações sul-coreanas. Apenas em um dia, estrangeiros compraram o equivalente a US$ 2,1 bilhões em ações do Kospi.
O movimento ocorreu após uma parceria entre a Interactive Brokers e a Samsung Securities facilitar o acesso de investidores americanos ao mercado sul-coreano.
Nem tudo avança no mesmo ritmo
Apesar da disparada nos semicondutores, outras divisões da Samsung enfrentam pressão. As áreas de celulares e displays lidam com aumento de custos de materiais e componentes.
A alta IA também elevou tensões internas, segundo a Bloomberg. Funcionários da companhia ameaçam uma greve geral de 18 dias ainda neste mês em meio à pressão por participação maior nos lucros.
Mesmo após a forte valorização recente, analistas ainda projetam potencial adicional de alta para as ações da Samsung nos próximos 12 meses.