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Que tal parar de comer atum para preservá-lo?

Em alguns lugares, especialmente em alto-mar e em águas internacionais, as populações estão em declínio acentuado.

atum (Getty Images)

atum (Getty Images)

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Da Redação

Publicado em 16 de abril de 2014 às 06h28.

Você já deve ter ouvido falar que várias espécies de peixes estão em perigo ao redor do mundo. Em alguns lugares, especialmente em alto-mar e em águas internacionais, as populações estão em declínio acentuado.

Então, aqui vai uma pergunta para amantes de atum gordo (usado no sushi, sashimi…), albacora e espadarte: você estaria disposto a parar de comê-los por um período de cinco a dez anos?

Isso é o que sugere novo estudo dos pesquisadores Crow White e Christopher Costello, publicado pela PLoS Biology. A proposta é ousada: se quisermos recuperar espécies ameaçadas, como as citadas acima, é preciso proibir pesca em alto-mar.

Mas esta não seria uma medida radical sem volta. A estimativa dos autores é que, entre cinco e dez anos, as populações de peixes se recuperariam e seria possível pescar ainda mais por ano, de forma sustentável.

De acordo com o relatório The State of World Fisheries and Aquaculture 2012, da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), 154 milhões de toneladas de pescados foram capturadas em 2011.

O crescimento nas últimas cinco décadas foi dramático, a uma taxa de 3,2% ao ano, ultrapassando o crescimento da população mundial (1,7% ao ano).

Entre as sete principais espécies de atum analisadas pelo documento, 33,3% sofreu sobrepesca.

“No longo prazo, o estado das populações de atum podem continuar a deteriorar a menos que haja melhorias significativas em sua gestão”, alerta o estudo.

É aí que entra a proposta de White e Costello. “Acreditamos que, ao fechar completamente o alto-mar para pesca, depois de um tempo, aumentariam os lucros das pescarias (em 100%), da produtividade (em 30%) e da conservação das unidades populacionais de peixes (em 150%)”, escreveram os pesquisadores.

Muito radical, mirabolante ou uma boa saída?

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