Tecnologia

EUA desenvolvem celulares que detectam agentes nocivos

"Estamos tentando desenvolver novos tipos de sensores que o soldado possa utilizar para ampliar seu conhecimento em campo", explicou o biólogo Calvin Chue


	Smartphone: projeto está em fase de desenvolvimento, espera-se que dispositivo esteja preparado para seu uso em cinco ou seis anos
 (Roslan Rahman/AFP)

Smartphone: projeto está em fase de desenvolvimento, espera-se que dispositivo esteja preparado para seu uso em cinco ou seis anos (Roslan Rahman/AFP)

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Da Redação

Publicado em 7 de dezembro de 2012 às 19h33.

Washington - Cientistas do exército dos Estados Unidos estão desenvolvendo telefones inteligentes capazes de detectar e identificar agentes químicos e biológicos ''desconhecidos'' ou ''suspeitos'', para alertar sobre o perigo a soldados e civis, informou nesta sexta-feira o Pentágono.

O biólogo Calvin Chue é o principal pesquisador deste projeto no qual está trabalhando o Comando de Engenharia, Pesquisa e Desenvolvimento do Exército dos EUA (RDECOM).

''A maior ameaça sempre vai ser um patogênico emergente'', declarou Chue em uma entrevista ao blog científico ''Armed With Science'' do Departamento de Defesa.

Chue lembrou que os Estados Unidos têm soldados preparados no mundo todo, por isso destacou a importância de serem ''capazes de desenvolver ferramentas e tecnologias voltadas a detectar aqueles perigos desconhecidos antes de (os soldados) estarem expostos a eles''.

A divisão de Biociência do Centro Químico e Biológico Edgenwood (ECBS) está trabalhando com sensores instalados em um dispositivo eletrônico móvel que podem detectar substâncias ''desconhecidas'' ou ''suspeitas''.

''Estamos tentando desenvolver novos tipos de sensores que o soldado possa utilizar para ampliar seu conhecimento em campo'', explicou Chue.

Além do ''diagnóstico'' que alertaria o militar se está em perigo, o telefone enviará o resultado a um laboratório ou a um posto de comando para uma análise mais elaborada.

Este projeto, que está em fase de desenvolvimento, requer o trabalho integrado com pesquisadores dos setores de eletrônica e comunicações, mas Chue espera que o dispositivo esteja preparado para seu uso em cinco ou seis anos.

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