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Meta proíbe anúncios direcionados a adolescentes com base em gênero

A decisão surge depois que a empresa foi multada em US$ 413 milhões na União Europeia devido suas práticas publicitárias

Só para adultos: para a empresa, adolescentes não estão prontos para consentir sobre o uso de seus dados pessoais (picture alliance/Getty Images)

Só para adultos: para a empresa, adolescentes não estão prontos para consentir sobre o uso de seus dados pessoais (picture alliance/Getty Images)

A
AFP

11 de janeiro de 2023, 10h15

A Meta, matriz do Instagram e Facebook, disse nesta terça-feira, 10, que não permitirá mais a segmentação de anúncios para adolescentes com base em seu gênero, em meio a um combate às acusações de que suas plataformas são prejudiciais aos jovens usuários.

A gigante das redes sociais informou aos anunciantes, principal fonte de receita da empresa, que a partir de fevereiro só poderão usar segmentos de idade e localização para campanhas publicitárias voltadas para adolescentes de forma geral.

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Outra mudança é que as atividades anteriores dos adolescentes que usam os aplicativos da Meta não serão usadas para determinar quais anúncios verão, indicou a empresa.

Em seu blog, a Meta publicou que as mudanças ocorrem porque reconhece "que os adolescentes não estão necessariamente tão prontos quanto os adultos para tomar decisões sobre como seus dados online são usados para publicidade". As mudanças refletem o feedback de pais e especialistas.

A empresa, anteriormente conhecida como Facebook, enfrenta uma pressão e multas crescentes para restringir sua prática de veicular publicidade altamente direcionada a seus usuários, um modelo que rendeu bilhões de dólares a cada ano.

A Meta foi multada em US$ 413 milhões na semana passada como parte de uma longa disputa legal com a União Europeia relativa à publicidade.

O Google e a Apple também enfrentaram investigações e multas de reguladores por violar as leis de privacidade por meio da publicidade segmentada.

Nos Estados Unidos, a Meta e outras companhias de mídia social enfrentaram o escrutínio das autoridades locais, com leis nacionais bloqueadas devido ao forte lobby das gigantes da tecnologia e um Congresso politicamente dividido.

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