Inovação

Intel busca recuperar terreno com nova geração de processadores

A gigante da tecnologia faz evento de lançamento nesta quarta e deve apresentar os novos processadores Tiger Lake

Logotipo da Intel: a empresa tenta afastar a preocupação de investidores com o atraso no lançamento de novos chips (Yui Mok/PA Images/Getty Images)

Logotipo da Intel: a empresa tenta afastar a preocupação de investidores com o atraso no lançamento de novos chips (Yui Mok/PA Images/Getty Images)

FS

Filipe Serrano

Publicado em 2 de setembro de 2020 às 06h00.

Última atualização em 2 de setembro de 2020 às 20h13.

A gigante de tecnologia Intel realiza na tarde desta quarta-feira (2) um grande evento de lançamento em que deve apresentar a próxima geração de microprocessadores voltados principalmente para dispositivos móveis, como smartphones e notebooks.

A nova família de processadores é conhecida pelo nome Tiger Lake, e é considerada a 11ª geração de processadores da companhia.

A produto traz algumas novidades, entre elas um novo processador gráfico integrado e um acelerador dedicado a rodar sistemas de inteligência artificial. A expectativa é que o processador seja usado em novos notebooks daqui para frente.

O lançamento do Tiger Lake vem num momento em que a Intel tem sido pressionada por investidores por causa da demora em lançar novos processadores com litografia de 10 e 7 nanômetros – considerados a próxima grande evolução nesse mercado.

Os nanômetros indicam a distância entre os grupos de transistores presentes dentro de um chip. Na prática, quanto menor for a distância entre eles, mais compacto e eficiente é um processador.

A maioria dos produtos da companhia utiliza a litografia de 14 nanômetros. E foi apenas no ano passado que a Intel passou a produzir chips de 10 nanômetros, enquanto concorrentes como AMD e a taiwanesa TSMC já trabalhavam com o formato há mais tempo.

Em seu mais recente balanço trimestral, a Intel informou aos acionistas que a previsão de lançamento dos primeiros processadores de 7 nanômetros foi adiada por mais 6 meses para fim de 2022 ou início de 2023. O projeto todo já está atrasado em 12 meses em relação à previsão inicial. O adiamento fez as ações da Intel desabarem no fim de julho e elas não se recuperaram desde então.

A esperança é, com o lançamento do Tiger Lake (que usa uma arquitetura de 10 nanômetros mais avançada), a companhia volte a mostrar que tem força para continuar competindo com os concorrentes e liderando o desenvolvimento tecnológico no mercado de processadores.

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