Tecnologia

Estudo descarta falta d'água na Índia com degelo do Himalaia

Paris -  Apesar do recuo previsível das geleiras do Himalaia ao longo das próximas décadas, o abastecimento de água no subcontinente indiano não deve ser ameaçado,...

Himalaia (AFP)

Himalaia (AFP)

DR

Da Redação

Publicado em 3 de setembro de 2013 às 13h27.

Paris -  Apesar do recuo previsível das geleiras do Himalaia ao longo das próximas décadas, o abastecimento de água no subcontinente indiano não deve ser ameaçado, ao menos até o fim do século, revelou um estudo publicado este domingo na revista Nature Geoscience.

Os autores do estudo, pesquisadores da Universidade de Utrecht, simularam o que pode vir a acontecer nas duas principais bacias hidrográficas da região - uma alimentada pelo Indo, a outra pelo Ganges - em base em dois cenários diferentes de elevação das temperaturas.

As geleiras das duas bacias vão recuar de forma dramática e até 2100, no pior dos cenários, perderão, em média, a metade de seu volume. Mas, ao longo do século XXI, não deverá faltar água, porque o degelo adicional deverá permitir enfrentar um aumento na demanda hídrica nesta região do mundo, que tem forte crescimento demográfico.

"Nesses dois casos, as geleiras vão recuar, mas o volume de água corrente gerada pelo derretimento de gelo tende à alta ao menos até 2050", afirmaram os autores do estudo. "Combinada com uma mudança favorável nas precipitações, a disponibilidade de água não deverá diminuir no transcurso do século", disseram os pesquisadores. Para eles, "as bacias que dependem das monções e do degelo das geleiras continuarão capazes de atender à crescente demanda hídrica".

Segundo os cientistas, este novo estudo se baseou em dados hidrológicos regionais mais refinados do que os utilizados em trabalhos precedentes sobre o impacto do derretimento das geleiras do Himalaia.

Eles observaram que 70% das precipitações que alimentam o Ganges e o Brahmaputra ocorrem durante a estação das monções, que corresponde à do derretimento das geleiras. Isto, afirmaram, significa que uma parte que aflui neste momento pode ser armazenada em reservatórios para ser liberada no final da estação.

Acompanhe tudo sobre:INFOMeio ambiente

Mais de Tecnologia

Alphabet registra lucro líquido de US$ 23,6 bilhões no segundo trimestre de 2024

Visa e Banco do Brasil lançam pagamento por aproximação em relógios da Garmin

CEO da CrowdStrike é convidado a depor no Senado dos EUA sobre falha que afetou PCs Windows

Starlink quer adicionar 7,5 mil novos satélites na rede acessada pelo Brasil

Mais na Exame