Série conta a história das supermodelos que mudaram o mundo da moda

Seriado documental na Apple TV+ apresenta as top models que transformaram o mercado nos anos 1990

Linda, Cindy, Naomi e Christy: precursoras de tendências  (Divulgação/Divulgação)

Linda, Cindy, Naomi e Christy: precursoras de tendências (Divulgação/Divulgação)

Júlia Storch
Júlia Storch

Repórter de Casual

Publicado em 14 de setembro de 2023 às 06h00.

Os anos 1990 estão de volta. Na moda, a geração Z busca a estética que não viveu, mas imagina como foi. No mercado, após cinco anos retorna o Victoria’s Secret Fashion Show, desfile de lingeries transmitido por strea­ming para o mundo, com as maiores modelos da atualidade e de décadas passadas. Para além das roupas, as atrações principais são as tais mulheres, que revolucionaram o mercado da moda e saíram do segundo plano para se tornarem protagonistas. Esse é o mote de As Supermodelos, série documental de quatro episódios da Apple TV+ que traz os nomes que marcaram a indústria da moda há 30 anos: Naomi Campbell, Cindy Crawford, Linda Evangelista e Christy Turlington.

Os episódios relembram o início e a trajetória das quatro mulheres de diferentes origens que se uniram em Nova York. E trazem imagens esquecidas de como era a moda, o estilo de vida e a sociedade nos anos 1980 e 1990, entrevistas inéditas com jornalistas, fotógrafos e as modelos, conteúdos privados, como vídeos da infância do quarteto — a exemplo da participação de Campbell no clipe de Is This Love, de Bob Marley —, além de denúncias de assédio entre fotógrafos e diretores de agências. Há também a mudança de mentalidade das meninas que tinham uma vida simples e conquistaram o estrelato. “Ser modelo antes delas era esconder a humanidade e ser apenas um cabide humano para as roupas”, diz Grace ­Coddington, ex-diretora criativa da Vogue.

“Parecíamos poderosas e começamos a acreditar nisso”, diz Crawford no documentário. Para além dos corpos, ao longo dos anos as modelos se tornaram empresárias e passaram a defender diferentes causas. Crawford é fundadora da empresa de skincare Meaningful Beauty; Naomi está à frente de ações de combate à pobreza; Evangelista atua no apoio à conscientização da aids; e Turlington, na Every Mother Counts, de saúde da mulher.

“Cada uma dessas mulheres poderia ter seu próprio filme. Foi muito fácil preencher 4 horas. Elas surgiram juntas, estavam unidas, e suas histórias se entrelaçam perfeitamente, de uma maneira linda”, diz o diretor e produtor executivo ­Roger Ross Williams. “O público hoje assiste às cerimônias de tapete vermelho, mas provavelmente não sabe que Cindy deu o pontapé inicial ao glamour quando usou um vestido Versace vermelho no Oscar. Ninguém se vestia assim. Não se tratava de glamour, até que Cindy começou essa mania. Ela foram criadoras de tendências com as quais convivemos hoje.”

As Supermodelos | 20 de setembro | Apple TV+


FILME

Deserto almodovariano

Após Mães Paralelas, um filme centrado em personagens femininas, Pedro Almodóvar lança o média-metragem Estranha Forma de Vida. Após 25 anos de separação, o rancheiro Silva (Pedro Pascal) cavalga pelo deserto para visitar seu velho amigo Jake (Ethan Hawke), o xerife de Bitter Creek. O encontro traz à tona antigas lembranças (e um crime). Falado em inglês, o filme conta com figurinos Saint Laurent, criados pelo designer Anthony Vaccarello, que também é produtor do projeto.

Estranha Forma de Vida | Com Pedro Pascal, Ethan Hawke e Jason Fernández | Nos cinemas a partir de 14 de setembro


LIVRO

Das cadeiras ao design gráfico

(Divulgação/Divulgação)

Depois de comemorar o centenário com uma exposição em Milão, no Salone del Mobile, e em Chicago, durante o MillerKnoll Design Days, Herman Miller continua a celebração com a publicação de um livro. Para além das cadeiras, designers e artistas compõem a história da marca americana, com design de estamparias, pôsteres e teorias que definiram os ambientes de trabalho. A obra editada pela Phaidon apresenta histórias, documentos e fotografias de um centenário dedicado ao design.

Herman Miller: Uma forma de viver | Editora Phaidon | 125 dólares


ARTE

Simulação da realidade

Instalação de Cao Fei: aproximação cultural (Divulgação/Divulgação)

Pela primeira vez na América Latina, a artista Cao Fei apresenta questões contemporâneas da China e da globalização

A distância entre o Brasil e a China se encurta com a abertura da mostra Cao Fei: O Futuro Não É um Sonho, na Pina Contemporânea, em São Paulo. Nascida em Cantão, Cao Fei apresenta pela primeira vez na América Latina seus trabalhos em diversas mídias e suportes, com o vídeo como linguagem principal. Com duas décadas de carreira, a artista ficou conhecida por explorar temas de identidade, cultura pop, tecnologia e sociedade, abordando questões contemporâneas da China e da globalização. Como a videoinstalação Rumba II: Nomad [“Rumba II: Nômade”] (2015), em que aspiradores robôs tentam limpar um espaço recém-demolido na periferia de Pequim.

A mostra pretende aproximar os opostos geográficos com temáticas globais em comum. “A China é um dos maiores importadores de commodities brasileiros e, ao mesmo tempo, o maior fornecedor de produtos manufaturados para nós”, diz Pollyana Quintella, curadora da exposição. “Seus produtos de baixo custo foram pouco a pouco dominando o repertório das casas brasileiras. No entanto, nossa relação com a cultura chinesa é pouco explorada e marcada por muitos estereótipos. Expor a obra de Cao Fei no Brasil é uma oportunidade de nos alinharmos a uma agenda contemporânea global.”

Cao Fei: o futuro não é um sonho | Pinacoteca Contemporânea, Av. Tiradentes, 273, São Paulo, Até 14 de abril de 2024

Acompanhe tudo sobre:MM2023

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