MELHORES E MAIORES 50 anos: CSN e CBMM provocam a revolução do setor de mineração

CSN e CBMM são vencedoras históricas de um setor em que o Brasil é referência mundial em volume e qualidade

Operação da CBMM: as líderes puxam a revolução de um setor tradicional (Germano Lüders/Exame)
Operação da CBMM: as líderes puxam a revolução de um setor tradicional (Germano Lüders/Exame)

Publicado em 14 de setembro de 2023 às 06h00.

Última atualização em 14 de setembro de 2023 às 06h52.

Consagrar-se maior vencedor da história da mineração num país de tradição no setor como o Brasil é um desafio. MELHORES E MAIORES tem não uma, mas duas empresas que venceram como a mineradora do ano nove vezes: CSN e CBMM.

Ícone da industrialização brasileira, a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) foi fundada por Getúlio Vargas em 1941. O avanço do setor automobilístico e de grandes obras de infraestrutura no Brasil favoreceu a companhia.

Assim como o país, a empresa, privatizada em 1993, seguiu em transformação. Em 2001, foi a grande vencedora de MELHORES E MAIORES. Naquele ano, deu início à internacionalização de suas operações, com a constituição da CSN LLC, nos Estados Unidos, e a incorporação da Lusosider, em Portugal.

Hoje, tem a própria mina de ferro, também exporta o minério e investe em outros segmentos, como energia e cimento. “Passamos por muitos desafios e soubemos como nos posicionar perante as mudanças. Nossa missão é sempre buscar a perpetuidade de nossos negócios”, afirma Benjamin Steinbruch, CEO da CSN. Todo o trabalho, segundo o empresário, se baseia em uma robusta cultura ESG. O plano estratégico da empresa prevê investimentos de 5 bilhões de reais em projetos ambientais, sociais e de governança até 2030. A meta é a descarbonização das operações até 2050.

CBMM

A CBMM nasceu em 1955 em Araxá, Minas Gerais, quando pouco se sabia sobre o potencial do nióbio. Somente em 1958 começaram as pesquisas para o uso do metal na composição do aço, e a empresa ganhou protagonismo no mercado. Em 1977, 22 anos depois, a CBMM foi eleita a melhor empresa de seu segmento pela primeira vez.

A companhia é líder global na produção de nióbio e detém 80% da oferta mundial de produtos para os setores de energia, automotivo, infraestrutura, aeroespacial, entre outros. Hoje, tem capacidade de produzir 150.000 toneladas de produtos de nióbio, enquanto a demanda global chega a 120.000 toneladas. Em 2022, faturou 11 bilhões de reais; para crescer mais, precisa inovar para expandir seu mercado.

“Nosso diferencial é a proximidade e a atenção que damos aos clientes. Investimos 300 milhões de reais em nosso programa de tecnologia e em projetos com universidades”, afirma o CEO da companhia, Ricardo Lima. Entre as novas apostas está o uso de nióbio para baterias super-rápidas de carros elétricos, por exemplo. 

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