ESG por natureza: Ambipar mira uma plataforma ambiental

Na Ambipar, lucro e proteção ao meio ambiente andam juntos
Cristina Andriotti, CEO: a economia é regenerativa (Leandro Fonseca/Exame)
Cristina Andriotti, CEO: a economia é regenerativa (Leandro Fonseca/Exame)
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Rodrigo Caetano

Publicado em 13/09/2022 às 06:00.

Última atualização em 13/09/2022 às 19:00.

Nos últimos dois anos, a Ambipar, empresa de gestão ambiental e saneamento, comprou cerca de 40 empresas. A mais recente foi a cearense Blue Ambiental, especializada em reciclagem de borracha. Esse período consolida a abertura de capital da companhia, que fez seu IPO em 2020 e cujas ações valorizaram mais de 50%.

“Nosso trabalho é fazer essa consolidação, enxergar sinergias e como os negócios se complementam”, afirma Cristina Andriotti, CEO da Ambipar Environment. “O objetivo é criar uma plataforma ambiental, que começa na gestão e valorização de resíduos e caminha até a economia circular, com a reinserção do material na cadeia.”

A Ambipar enxerga, no futuro, uma economia regenerativa, que devolva ao meio ambiente mais do que tira. É uma ideia alinhada aos preceitos do ESG, sigla em inglês para meio ambiente, social e governança, modelo de gestão consagrado pela ideia de que o propósito de uma empresa é gerar valor para todas as partes envolvidas, e não apenas retorno aos acionistas. Para Andriotti, a Ambipar é ESG por natureza.

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O setor em que a empresa atua ajuda. A falta de saneamento é um problema histórico do país, e o impacto desses investimentos é visível. Mas contar apenas com esse resultado não é o bastante. A Ambipar assume o papel de ensinar a empresários e investidores que é possível ter retorno financeiro e gerar impacto positivo na sociedade ao mesmo tempo. A melhor maneira de fazer isso é liderar pelo exemplo.

AS MELHORES DO SETOR

Pontuação
da Empresa
Posição
por Receita
Empresa Receita 2021(1) Receita 2020(1) Lucro Líq. 2021(1) Patrim. Líq. 2021(1) Ativo Total 2021(1) Cidade-Sede Estado
1  7,09  285 Ambipar  1.916.332   701.612   168.871   1.304.732   4.861.369  São Paulo SP
2  5,93  178 Aegea  3.711.180   2.836.535   586.728   6.403.746   16.100.737  São Paulo SP
3  5,91  388 Iguatemi  1.058.152   747.128   4.676   2.888.432   10.833.858  São Paulo SP
4  5,68  186 BRK  3.454.132   2.382.216   93.337   3.430.994   13.627.870  São Paulo SP
5  4,40  144 Sanepar  5.204.412   4.799.655   1.177.631   7.826.342   14.640.589  Curitiba PR
6  4,18  364 Casan  1.217.771   1.143.993   134.950   1.671.985  3.907.671  Florianópolis SC
7  4,10  487 Ecourbis  679.219   632.392   75.759   348.308   914.384  São Paulo SP
8  3,82  44 Sabesp  19.491.061   17.797.541   2.305.869   24.931.859   53.165.485  São Paulo SP
9  3,75  573 Orizon  435.516   391.968  -55.509   369.413   1.206.063  São Paulo SP
10  3,70  127 Copasa  5.894.710   5.343.338   537.587   6.759.958   12.721.650  Belo Horizonte MG

(1) Valores em milhares de reais. Para a colocação das empresas foram considerados: resultados contábeis-financeiros (ROE – Retorno Sobre o Patrimônio Líquido, Roce – Retorno Sobre o Capital Empregado, ILS – Índice de Liquidez Seca, D/E – Alavancagem); crescimento de 2020 e 2021; ESG (sete indicadores ambientais, sete indicadores sociais e sete indicadores de governança).
Mais detalhes podem ser conferidos no site
mm.exame.com


(Publicidade/Exame)