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Bolsa ou Selic: renda fixa ganha espaço, mas mercado acionário descontado pode ser oportunidade

Com os juros básicos no maior patamar dos últimos anos, os investidores têm migrado para a renda fixa — mas a bolsa brasileira está barata e atrativa

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Com os lucros das empresas em crescimento, múltiplos negociados ficam mais baixos e bolsa se mostra barata (Germano Lüders/Exame)

Com os lucros das empresas em crescimento, múltiplos negociados ficam mais baixos e bolsa se mostra barata (Germano Lüders/Exame)

Bolsa ou Selic. Com os dois em níveis atrativos, a taxa de juro no maior patamar dos últimos seis anos e a bolsa com ativos descontados, restam dúvidas sobre em qual classe de ativo investir. O guia de bolso do mercado diz que portfólios diversificados funcionam em qualquer cenário, mas o segredo de um bom investidor é saber a hora de aumentar ou diminuir a participação em determinado ativo. Para Rodrigo Cabraitz, especialista de alocação da gestora Principal Claritas, o momento sugere uma maior alocação em renda fixa. “Colocamos a diversificação como modelo para nossos clientes. Mas não faz sentido um investidor médio ter um posicionamento grande em bolsa, dada a oportunidade na renda fixa. Acreditamos que a Selic a 13,75% é uma taxa bastante atrativa tanto para títulos pós-fixados como para os indexados à inflação”, afirma Cabraitz.

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A preferência por ativos de renda fixa também é observada entre pequenos investidores. Além dos juros elevados, a decepção com a bolsa nos últimos anos ajuda a explicar parte da migração de investidores para a renda fixa. Dados da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima) mostram que a alocação direta de investidores de varejo em títulos de renda fixa superou 1 trilhão de reais após o fim do ciclo de alta de juros no ano passado. Quando o Banco Central começou a subir os juros, em março de 2021, essa fatia era de 530,9 bilhões de reais. Na contramão, os saques em fundos de ações superam 85 bilhões de ­reais desde o início do ano passado.

Relação entre preço e retorno está mais atrativa, mesmo com queda do Ibovespa

Os resgates em fundos de ações têm ocorrido mês a mês desde novembro de 2021, poucos meses depois de o Ibovespa ter batido a máxima histórica de 131.190 pontos. Hoje, abaixo de 110.000 pontos, o principal índice da B3 se encontra mais próximo dos níveis de 2019. A diferença é que o lucro das empresas cresceu nesse período, tornando a relação entre preço e retorno mais atrativa para investidores de longo prazo. Segundo cálculo do TC Economatica, o Ibovespa encerrou fevereiro com múltiplo Preço/Lucro (P/L) de 8,7 vezes, abaixo da média de 14 vezes e do mesmo período de 2019, quando o P/L estava em 13,7 vezes.

Rodrigo Mello, gestor de ações da Tenax Capital, acredita que basta uma melhora da percepção fiscal e sinais de queda de juros para a bolsa brasileira voltar a subir.

"Podemos entrar em um cenário em que o BC terá espaço para cortar juros. Isso pode mudar bastante o cenário para a bolsa local. Temos, inclusive, feito alterações em nossas carteiras em razão dessa perspectiva"Rodrigo Mello, gestor da Tenax Capital

Segundo o consenso de mercado do Boletim Focus, esse espaço pode surgir ainda neste ano, com a mediana das expectativas apontando para uma Selic de 12,75% no final do ano. 

Os preços da bolsa estão convidativos para investidores com perfil mais arrojado e com planos de longo prazo, avaliou Rodrigo Knudsen, gestor de fundos da Empiricus Investimentos. “Temos uma visão mais positiva para a bolsa, mas muito mais por uma questão de preço do que por uma perspectiva de curto prazo. Há empresas de qualidade sendo negociadas a preços baixíssimos.” Knudsen, no entanto, vê o CDI como “imbatível” para investidores com horizonte de até dois anos. “O Ibovespa tende a render mais do que o CDI nesse período, mas talvez não valha o risco. Já uma carteira bem montada e com gestão ativa pode bater o Ibovespa por muito. Aí já vale a pena.”  

(Arte/Exame)

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