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Como edtechs ganharam força no mercado brasileiro em 2020

A pandemia e o fechamento das escolas bombaram os negócios das startups do ensino. Em 2021, isso deve continuar

O uso de tecnologias em sala de aula costuma ser ponto de consenso entre educadores, pais e donos de escolas: todo mundo quer adotar. Em 2020, com a pandemia, de uma hora para outra quem não tinha um plano para digitalizar o ensino teve de fazê-lo às pressas, sob pena de ficar de portas fechadas em plena quarentena. O resultado: as startups do setor, chamadas de edtechs, bombaram em 2020 e esperam um 2021 bem promissor.

A paulista Geekie, que oferece material didático digital, mais do que dobrou a base de clientes. Hoje, 250 escolas usam a tecnologia da empresa. “Na pandemia, professores e coordenadores ficaram no escuro”, diz Claudio Sassaki, fundador da startup. Para 2021, Sassaki tem planos ambiciosos: a Geekie vai enviar um notebook próprio a cada estudante, sem custos para escolas e famílias. A ideia é ter um retorno no longo prazo, com a fidelização dos clientes. “O ano promete ser ainda mais desafiador para a educação, com colégios recebendo só uma parte dos alunos”, diz.

Fundada em 2015, a paulista Letrus aproveitou os perrengues do ensino na pandemia para popularizar um sistema online de avaliação da escrita de alunos do ensino médio. “As escolas nos enxergaram como uma alternativa para criar atividades online. A demanda foi maior do que nossa capacidade”, diz o cofundador Thiago Rached. Hoje, a empresa atende 400 colégios, metade deles unidades da rede pública. Em 2021, o plano é triplicar a base de clientes. “O fim deste ano está movimentado”, diz Rached.

O benefício das startups vai além das salas de aula virtuais. Aberta há seis anos, a cearense Agenda Edu expandiu a base de alunos atendidos em 15% durante 2020 com um sistema online para os coordenadores escolares poderem conversar com os pais, e para os pais pagarem os boletos de mensalidade.

Num contexto de distanciamento social, a empresa termina o ano com 1 milhão de alunos na base — um recorde. Em alta, a edtech foi comprada pelo grupo educacional Eleva em setembro e espera mais 200.000 alunos em 2021. “As escolas precisam preparar-se para o ensino híbrido”, afirma o fundador Anderson Morais.

Com tanta oportunidade no setor, o número de edtechs não para de crescer. Já são 553 no país, segundo o Distrito, que levanta dados do setor. É cinco vezes mais do que em 2010, início da série histórica. Apesar da pandemia, os investimentos não pararam: até setembro as edtechs brasileiras receberam 25 milhões de reais — praticamente tudo o que levaram em 2018.


 (Publicidade/Exame)

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