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Alta temporada: a tendência das viagens agora é o bem-estar

O volume de deslocamentos já é maior do que antes da pandemia. A tendência agora é o bem-estar, com menos correria e mais contemplação

Zemi Beach, em Anguila: destino sem resorts all inclusive e com natureza intocada (Divulgação/Divulgação)

Zemi Beach, em Anguila: destino sem resorts all inclusive e com natureza intocada (Divulgação/Divulgação)

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Ivan Padilla

21 de janeiro de 2023, 16h54

Os profetas do pós-pandemia bem que falaram na retomada das viagens, na demanda reprimida de quem ficou em casa em isolamento e estaria agora ávido por voltar a desbravar fronteiras.

Bem, eles acertaram. De acordo com um relatório do Global Wellness Institute (GWI), o gasto total em viagens atingiu, em 2022, 817 bilhões de dólares, maior do que o recorde histórico de 2019, com 720 bilhões de dólares. Para 2025, a expectativa é de atingir 1,3 trilhão de dólares.

Mas o turista que sai agora de casa é diferente daquele de três anos atrás. Estão em alta alguns conceitos que, ironia, são mais fáceis de explicar em inglês. Wellness tourism, ecotrip, slow travel... Com algumas variações, são roteiros em que os viajantes priorizam a própria saúde mental, física e emocional. Com menos correria e mais contemplação. Também valorizam a sustentabilidade, a cultura regional e o comércio com as comunidades locais.

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A ideia não é mais apenas pregar o turismo responsável, que busca causar o mínimo dano possível ao destino, como era praxe até então. Fala-se agora em turismo de impacto positivo, o uso de viagens de lazer como ferramenta para promover a proteção e apoiar a população do destino. Vale, claro, para viagens de natureza, como safáris fotográficos, mas também para enoturismo, cicloturismo e mesmo passeios nas cidades.

Em termos práticos, o viajante pode apoiar um projeto de conservação, comprar produtos das comunidades locais, se hospedar em hotéis que priorizem o cultivo de produtos nativos nos restaurantes e o uso de energia limpa, reduzir emissões de carbono voando menos e com estadias mais longas.

A preocupação faz ainda mais sentido quando se analisa a tendência de viagens para 2023. Um relatório da unidade de inteligência da revista The Economist aponta que os deslocamentos para turismo devem crescer 30% neste ano, após um aumento de 60% em 2022 em relação ao período anterior.

Se a China suspender as atuais medidas de isolamento, podemos esperar números ainda mais impactantes de viagens pelo mundo. Mais do que nunca cabe praticar, então, esse turismo de impacto positivo, com valorização do patrimônio histórico e ambiental e o trabalho das comunidades regionais, sem perder de vista a preocupação com seu bem-estar.

Destacamos neste Especial Viagens quatro destinos: a rota dos vinhos verdes de Portugal; a região de montanhas e castelos de Aragão, na Espanha; a visita ao palácio Royal Mansour Marrakech, no Marrocos; e as low-profile praias de Anguila, no Caribe. Para ler, inspirar, viajar. Para cuidar e se cuidar.

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