A página inicial está de cara nova Experimentar close button
Conheça o beta do novo site da Exame clicando neste botão.

Plant-based: Fazenda Futuro capta R$300 mi e chega aos R$ 2,2 bi

Startup de alimentos à base de plantas pioneira no Brasil encerrou rodada série C para acelerar expansão pelo mundo e entrar para categoria de leite vegetal

A ambição da startup Fazenda Futuro é fazer com que pessoas abandonem a carne vermelha sem pena ou ressentimentos. Para isso, a promessa da foodtech brasileira é entregar produtos que se parecem com itens de origem animal, em aparência, textura e sabor. Nesta quarta-feira, 03, a empresa comandada por Marcos Leta ganha um novo fôlego nessa jornada ao receber um aporte de 300 milhões de reais. A série C faz com que a empresa alcance valor de mercado de 2,2 bilhões de reais.

O aporte - e novo valuation - vêm apenas dois anos depois da fundação da empresa, e pouco mais de um ano após um aporte de 115 milhões de reais liderado pelo BTG Pactual, ENFINI Investments (Grupo PWR Capital) e também Monashees e Go4it Capital e que elevou o valor de mercado da empresa para 715 milhões de reais. Além de todos os investidores antigos, a nova rodada também atraiu o fundo europeu focado em empresas plant-based Rage Capital e a brasileira XP.

Segundo Leta, o novo investimento está baseado não apenas no crescimento acelerado da startup, mas no rebuliço causado no mercado de carnes vegetais, o plant-based. A corrida por carnes de origem vegetal atrai gigantes da indústria, como JBS e BRF, que já anunciaram itens à base de plantas no portfólio. E é claro, as startups. Na América Latina, a Fazenda Futuro disputa mercado com a chilena NotCo, por exemplo. Além, é claro, das empresas de proteína animal, como frigoríficos.

“Nesses últimos dois anos, entendemos de fato o que o público gosta e as melhores receitas, temperos e sabores preferidos de cada região onde atuamos”, disse Leta, em entrevista à EXAME. “A nova captação basicamente vai nos ajudar a continuar essa expansão, com ajuda de tecnologia”.

Apesar de ter começado no Brasil em 2019, foi durante a pandemia que a startup adotou uma postura global ao entender que o mercado plant-based era a grande chance da empresa em outros países. Assim, a Fazenda Futuro passou a vender no mercado americano e europeu, e hoje está em 10.000 pontos de venda em 24 países. Entre eles estão Holanda, Reino Unido e Alemanha. “O Brasil ficaria pequeno para a marca, e assim começamos um plano de expansão que agora continua mais forte ainda”, diz.

Continuar nesse ritmo de expansão é a intenção da empresa com o novo aporte. Leta diz que a empresa está chegando à Austrália e Canadá, além de ter aberto recentemente a primeira unidade operacional nos Estados Unidos, localizada em Los Angeles. O racional por trás da escolha desses países está na percepção de que a grande chance da startup está em países onde o consumo de carne vegetal já é algo corriqueiro.

Ainda assim, o Brasil não é deixado de lado nos planos estratégicos da empresa. “A nossa trajetória por aqui segue um ritmo diferente”, diz. Para manter a terra natal no radar de crescimento, a Fazenda Futuro vai apostar em tecnologia e na “educação” da população sobre o consumo de carne à base de plantas.

“O Brasil tem um potencial imenso, isso é indiscutível. Lançamos essa categoria por aqui há somente dois anos, então o Brasil tem ainda um caminho para amadurecimento nesse assunto. Nossa missão é continuar investindo no país para que essa categoria seja madura, e faremos isso com produtos mais saudáveis e com tecnologia que faz com que o consumidor mal perceba que aquele produto não é de origem animal”, diz.

Novos segmentos

Com a combinação de novas tecnologias de biotecnologia, linguagem artificial (e todo o aparato técnico), o desejo da Fazenda Futuro é entrar em novas categorias. Além dos substitutos a carne bovina, suína e de aves, a ideia é passar a comercializar leites e derivados, como manteigas e queijos vegetais. “A chance de crescimento dessas categorias em todo mundo é muito grande”, diz.

As regiões escolhidas para receber os novos produtos são Europa e Estados Unidos, para acirrar a disputa em um mercado que já atrai gigantes. "Nossa competição será com a indústria de proteína animal, jamais com as startups e empresas plant-based. Assim sempre foi com a carne, e com os laticínios não será diferente".

No Brasil, o portfólio da marca conta com o Futuro Burger, Futuro Burger Defumado, Carne Moída do Futuro, Almôndega do Futuro, Futuro Frango, Futuro Atum e Linguiça do Futuro, todos sem glúten, sem transgênicos e sem qualquer proteína animal. Alguns dos ingredientes usados como substitutos da carne são proteína de soja, de grão de bico, beterraba, óleo de coco e alga marinha.

Saiba o que acontece nos bastidores das principais startups do país. Assine a EXAME.

De 1 a 5, qual sua experiência de leitura na exame?
Sendo 1 a nota mais baixa e 5 a nota mais alta.

Seu feedback é muito importante para construir uma EXAME cada vez melhor.

Obrigado por ler a EXAME! Que tal se tornar assinante?


Tenha acesso ilimitado ao melhor conteúdo de seu dia. Em poucos minutos, você cria sua conta e continua lendo esta matéria. Vamos lá?


Falta pouco para você liberar seu acesso.

exame digital

R$ 4,90/mês
  • R$ 14,90 a partir do segundo mês.

  • Acesse quando e onde quiser.

  • Acesso ilimitado ao EXAME Invest, macroeconomia, mercados, carreira, empreendedorismo e tecnologia.
Assine

exame digital anual

R$ 129,90/ano
  • R$ 129,90 à vista ou em até 12 vezes. (R$ 10,83 ao mês)

  • Acesse quando e onde quiser.

  • Acesso ilimitado ao EXAME Invest, macroeconomia, mercados, carreira, empreendedorismo e tecnologia.
Assine

Já é assinante? Entre aqui.

Veja também