Na pandemia, BID e BNDES querem emprestar R$ 5 bi às PMEs brasileiras

A meta das instituições é chegar a mais de 20.000 empreendedores, que poderão acessar os recursos em plataformas digitais do BNDES

Num ano de escassez de crédito às pequenas e médias empresas do Brasil por causa do tombo na economia causado pela pandemia, bancos públicos e agências internacionais de fomento vêm injetando capital na tentativa de impulsionar a economia. 

Nesta sexta-feira, 18, o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), sediado em Washington, anunciou um empréstimo de 750 milhões de dólares – o equivalente a 4 bilhões de reais –, para o Banco Nacional de Desenvolvimento (BNDES). 

Com um aporte complementar de 150 milhões de dólares do BNDES, a intenção das duas instituições financeiras é colocar quase 5 bilhões de reais à disposição das PMEs país afora.

A meta das instituições é chegar a mais de 20.000 empreendedores, que poderão acessar os recursos em plataformas digitais do BNDES, como é o caso do Canal do Desenvolvedor MPME.

Em outra frente, o BNDES quer usar os recursos no fomento a soluções inovadoras de fintechs para facilitar o crédito a micro, pequenas e médias empresas. 

Segundo Gustavo Montezano, presidente do BNDES, as duas instituições têm uma história longa de parceria no apoio ao ecossistema empreendededor no Brasil. “Esse apoio vai ajudar a levar a pequenas e médias empresas ganhos de produtividade, sustentabilidade e solidez financeira, apoiando esses que são os nossos heróis nacionais”, diz Montezano.

A operação integra um total de 1,88 bilhões de reais – quase 10 bilhões de reais – que o BID destinou somente em 2020 ao apoio de micro, pequenas e médias empresas no Brasil para sua recuperação econômica diante da crise causada pela pandemia. 

Para Morgan Doyle, representante do BID no Brasil, os recursos ajudam a preservar empregos na pandemia. “Diante deste cenário, é preciso combinar forças para preservar o emprego, a renda e a capacidade produtiva, em especial num contexto em que abrir uma empresa custa tempo e dinheiro que não podemos nos permitir desperdiçar”, diz.

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