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Com novos R$ 177 mi, insurtech quer criar mercado de 'seguros sob demanda'

A 180º Seguros concluiu uma rodada série A nesta quarta-feira, 2; capital será usado para acelerar modelo de negócio baseado na criação de seguros para empresas

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Alex Korner, Mauro D'Ancona e Franco Lamping, fundadores da 180º Seguros (Tiago Queiroz/Divulgação)

Alex Korner, Mauro D'Ancona e Franco Lamping, fundadores da 180º Seguros (Tiago Queiroz/Divulgação)

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Maria Clara Dias

Publicado em 2 de fevereiro de 2022 às, 07h15.

Última atualização em 2 de fevereiro de 2022 às, 07h26.

Nove meses depois de receber um cheque de 44 milhões de reais, a insurtech 180º Seguros atrai uma nova leva de investidores entusiasmados com a proposta de inovar o mercado brasileiro de seguros com a criação de apólices personalizadas para empresas que querem encantar seus clientes. Nesta quarta-feira, 2, a startup anuncia ter captado 177 milhões de reais em uma rodada série A.

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O aporte, originalmente de 31,4 milhões de dólares, foi liderado pelo fundo 8VC, e teve a participação dos fundos Dragoneer Quartz, Norte, Atlantico e Monashees.

Fundada em 2020 por Mauro Levi D’Ancona, Alex Körner e Franco Lamping, ex-executivos do Santander e Nubank com experiência nas áreas de investimentos e seguros, a 180° deposita suas fichas em um modelo ainda pouco explorado pelo mercado de seguros no país: o de seguros como serviços — na alcunha do setor, “insurance as a service”. Isso significa que a empresa atua como uma ponte entre seguradoras e empresas interessadas em oferecer seguros para seus clientes, com o detalhe de serem produtos criados especialmente para a necessidade de cada um deles.

Segundo o CEO da startup, Mauro Levi D’Ancona, as seguradoras, apesar de grandes, nem sempre são as mais rápidas para fazer a inovação. Nesse cenário, seguir a estratégia já buscada pela insurtechs em atingir diretamente o público final foi descartada pela empresa logo de início. “Era um caminho longo e caro até realmente escalar”, diz. A alternativa foi criar o modelo de “seguros como serviço” que olha para o B2B.

Para ele, uma das principais vantagens do modelo é a chance de as empresas oferecerem seguros como uma extensão do relacionamento com o cliente. “Criar um produto de seguros próprio, e que carregue o nome e a marca da empresa, é algo inovador no setor”, diz.

Em outra frente, a insurtech também atua com grandes varejistas e big techs que desejam terceirizar a venda dos seguros e também o atendimento ao consumidor após a venda. A 180 também oferece às empresas a análise de algumas métricas como NPS (que mensura a satisfação de clientes), tom de voz, tempo de espera, frequência de acionamento dos seguros e todo um arranjo de inteligência de dados envolvendo esse atendimento. “Trazemos muita inteligência de vendas para esses clientes. É um pós-venda valioso”, diz.

Em maio de 2021, sete meses depois do início das operações, a 180º captou seu primeiro investimento, com ajuda dos fundos Canary, Dragoneer, Rainfall e 8VC. À época, a intenção era usar o capital para tirar a ideia do papel. De lá para cá, a proposta ganhou forma, e a startup lançou nove produtos e serviços e conquistou clientes como as startups Caju, Buser, Motul, iClinic, Pipo, Zul+ e o unicórnio imobiliário Loft.

"Estamos muito otimistas com o setor de seguros na América Latina e com a tecnologia que a 180° está construindo. Conhecemos o Mauro desde o Nubank e ele é um empresário extremamente impressionante. 8VC tem sido cada vez mais ativa na região e vemos Mauro com um jogador-chave no ecossistema tecnológico", disse, em nota, Jake Medwell, sócio fundador da 8VC.

Com o investimento, a startup pretende dobrar o tamanho da equipe, de 50 para mais de 100 pessoas, até o final do ano. Além disso, a 180º também vai criar parcerias com empresas que enxergam seguros como valor agregado, com a chance de criar joint ventures — algo que, em grande parte, exigirá da startup um arcabouço tecnológico, profissional e, por vezes, investimentos iniciais nas empresas envolvidas.

Com novas parcerias com empresas já na ponta do lápis, a expectativa é encerrar o ano com 1 milhão de produtos na rua. Segundo D’Ancona, se isso acontecer, será a comprovação do sucesso de um modelo de negócio ainda incipiente no Brasil, mas que deve crescer em relevância nos próximos anos.

O cenário deve ajudar a startup a validar esse modelo de negócio. O setor de seguros quase triplicou as receitas entre os anos de 2009 e 2020, chegando a 273 bilhões de reais, segundo a CNseg (Confederação Nacional das Seguradoras).

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